Vírus Nipah gera alerta, mas não há risco no Paraná

Vírus Nipah gera alerta, mas não há risco no Paraná

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Dois casos confirmados do vírus Nipah na Índia e mais de 100 pessoas em quarentena no país colocaram autoridades de saúde em estado de atenção. A infecção, considerada rara, incurável e com alta taxa de letalidade, motivou um alerta internacional, especialmente entre governos asiáticos, que acompanham a evolução da situação.

Apesar da preocupação no cenário global, a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná informou que, neste momento, não há risco para a população paranaense. O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, afirmou em comunicado publicado nas redes sociais que não existe circulação do vírus no Brasil.

Segundo ele, o cenário está sob monitoramento constante por parte das autoridades sanitárias. “Não existe circulação do vírus no Brasil, e a situação está sendo monitorada pelos órgãos de saúde”, declarou. Além disso, o secretário reforçou a importância de combater a desinformação. “Desinformação também faz mal à saúde”, pontuou. Ele acrescentou ainda que qualquer novidade será divulgada exclusivamente por canais oficiais.

O que é o vírus Nipah e como ocorre a transmissão

O vírus Nipah é classificado como uma zoonose, ou seja, uma doença transmitida de animais para seres humanos. A principal forma de contaminação ocorre por meio do contato com animais infectados. Entre os principais transmissores estão porcos e morcegos frugívoros, que podem carregar o vírus e repassá-lo às pessoas.

Além disso, a transmissão entre humanos também é possível. No entanto, essa forma de contágio apresenta probabilidade muito menor em comparação com a transmissão a partir de animais contaminados. Mesmo assim, a possibilidade de disseminação entre pessoas é um dos fatores que elevam o nível de vigilância das autoridades de saúde em diferentes países.

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Sintomas do vírus Nipah e período de incubação

O vírus Nipah pode afetar o sistema nervoso central e provocar diferentes tipos de inflamação. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o período de incubação — intervalo entre a infecção e o início dos sintomas — varia geralmente de quatro a 14 dias. Entretanto, já foi relatado ao menos um caso em que esse período chegou a 45 dias.

Entre os sintomas associados à infecção estão alteração do nível de consciência, convulsão, febre, dor de cabeça, náuseas e vômitos, além de possível pneumonia. Esses sinais podem evoluir para quadros mais graves, especialmente quando há comprometimento neurológico.

Diante desse cenário, autoridades reforçam a necessidade de buscar informações em fontes oficiais e evitar o compartilhamento de conteúdos sem comprovação, enquanto o monitoramento internacional da doença continua.

Fonte: diariodosudoeste.com.br


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