União da Vitória reforça prevenção contra enchentes

União da Vitória reforça prevenção contra enchentes

WhatsApp
Telegram
Facebook
Email
LinkedIn

Município atualiza plano de contingência, amplia estrutura de resposta e monitora o nível do Rio Iguaçu

A Assembleia Legislativa do Paraná reuniu especialistas e autoridades, na segunda-feira (13), para discutir os efeitos do El Niño no Estado. O fenômeno pode provocar chuvas de 60% a 80% acima da média, elevando os riscos de enchentes, alagamentos, enxurradas e deslizamentos durante a primavera e o verão.

A reunião de trabalho “El Niño no Paraná: prevenção, cenários e desafios” apresentou as ações de monitoramento e preparação adotadas pelos órgãos estaduais e pelos municípios.

O coordenador executivo da Defesa Civil Estadual, coronel Ivan Ricardo Fernandes, destacou a necessidade de antecipar medidas diante das projeções meteorológicas.

“Esse encontro de hoje é extremamente importante para mostrar à sociedade tudo aquilo que a Defesa Civil Estadual tem feito, em conjunto com os municípios, na preparação para o evento do El Niño”, afirmou.

Segundo Fernandes, estão previstas chuvas entre 60% e 80% acima da média esperada. A projeção reforça a necessidade de planejamento para enfrentar possíveis inundações e alagamentos.

Pico do fenômeno é esperado para a primavera

O coordenador de Operações do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, o Simepar, Marco Antonio Rodrigues Jusevicius, informou que o fenômeno vem sendo monitorado há meses.

A expectativa é de que o El Niño alcance o pico durante a primavera.

“Toda e qualquer informação de situação meteorológica adversa é repassada à Defesa Civil, que emite o devido alerta”, ressaltou.

O monitoramento ocorre de forma contínua. Entre os principais impactos esperados estão alagamentos, enxurradas e inundações.

O presidente do Simepar, Paulo de Tarso de Lara Pires, orientou a população a acompanhar somente informações divulgadas por fontes oficiais.

“Sabemos que será um evento forte, com aumento das chuvas e probabilidade de inundações, mas nada que precise ser desesperador ou apavorante”, afirmou.

O Simepar também prevê ampliar a capacidade de monitoramento com a instalação de seis novos radares meteorológicos.

Paraná tem 82% de probabilidade de El Niño

A Nota Técnica Conjunta do Simepar e da Defesa Civil Estadual aponta 82% de probabilidade de desenvolvimento do El Niño durante o inverno, com intensidade entre moderada e forte.

Para a primavera e o verão, a previsão indica chuvas acima da média. O cenário aumenta o risco de enchentes, alagamentos, vendavais e deslizamentos, principalmente entre setembro e dezembro.

Na última década, o Paraná registrou aproximadamente seis mil desastres naturais. As ocorrências afetaram mais de 4,5 milhões de pessoas e causaram cerca de R$ 32 bilhões em prejuízos.

União da Vitória mantém áreas sob monitoramento

As projeções indicam que União da Vitória pode registrar impactos menos intensos do que outras áreas da Região Sul. Mesmo assim, o município permanece sujeito a alagamentos, inundações e deslizamentos.

Bairros como Rocio, Navegantes, São Bernardo, Santa Rosa e áreas de encosta estão entre os locais de maior atenção por causa do histórico de ocorrências.

A Defesa Civil recomenda que os moradores mantenham calhas e ralos limpos, evitem o descarte irregular de lixo e façam o cadastro para receber alertas por SMS, pelo número 40199, ou pelo WhatsApp, no número (61) 2034-4611.

Moradores de áreas sujeitas a inundações devem acompanhar a elevação do nível do Rio Iguaçu. A orientação também inclui retirar móveis e objetos de valor quando necessário e deixar a residência antes da interdição das vias, seguindo as determinações da Defesa Civil Municipal.

Plano de contingência foi atualizado

A Defesa Civil Estadual orientou União da Vitória na atualização do Plano de Contingência. O trabalho incluiu a revisão das áreas prioritárias, o cadastro de recursos para emergências e a integração entre os órgãos envolvidos.

O coordenador da Defesa Civil municipal, Robin Schmidt, explicou que o município mantém acompanhamento permanente das condições meteorológicas, do nível do Rio Iguaçu e das áreas consideradas de risco.

A equipe consulta sistemas oficiais e realiza vistorias em campo para identificar pontos sujeitos a alagamentos, enxurradas e deslizamentos.

O município também executa obras de infraestrutura para reduzir os impactos das chuvas. As medidas incluem novas galerias pluviais, sistemas de drenagem e calçadas em vias que recebem pavimentação.

Serviços de limpeza de bueiros, bocas de lobo e margens do Rio Iguaçu também são realizados.

“A Defesa Civil atua de forma integrada no planejamento, monitoramento e coordenação das ações de prevenção e resposta, garantindo que o município esteja preparado para agir sempre que necessário”, afirmou Schmidt.

Estrutura de resposta foi ampliada

O Plano de Contingência estabelece protocolos desde o monitoramento inicial até o atendimento das famílias atingidas.

Entre as medidas estão a ampliação dos abrigos, o fortalecimento da capacidade de atendimento, a definição de espaços para animais e a descentralização da distribuição de donativos pelos Centros de Referência de Assistência Social, os Cras.

O planejamento também prevê a atuação conjunta das secretarias de Obras, Assistência Social, Saúde, Esporte e Cultura. A Defesa Civil adquiriu novos equipamentos para ampliar a capacidade operacional.

Paraná enfrenta vento persistente e calor no inverno
Obras na Serra da Esperança alteram trânsito na BR-277

São Sebastião entra no mapa de risco

União da Vitória atualizou o Plano Diretor em 2024, com revisão das cotas de enchente e definição de novos limites para construções em áreas sujeitas a inundações.

O relatório utiliza estudos hidrológicos da Copel que simulam cenários com períodos de recorrência de cinco, dez, 25, 50 e 100 anos.

Uma das principais mudanças foi a inclusão do bairro São Sebastião como área oficial de risco.

A região não havia sido classificada pelo Serviço Geológico do Brasil em 2012, mas apresentou maior vulnerabilidade após a enchente de 2014. A situação foi agravada pelas chuvas intensas de 2023.

A Defesa Civil identificou encostas instáveis, possibilidade de corridas de massa e comprometimento de um trecho da Rua Valdir João Zanetti. O local apresenta colapso do leito da via e risco aos moradores.

Projeto prevê intervenções no Rio Iguaçu

O Instituto Água e Terra mantém um projeto para controle das cheias do Rio Iguaçu na região de União da Vitória.

Estimado em cerca de R$ 1,3 bilhão, o empreendimento prevê aprofundamento do leito do rio, melhorias na corredeira de Porto Vitória, alargamento de curvas, construção de canais e túneis, além de um dique de proteção para a área urbana.

A Defesa Civil reforça que a prevenção precisa ocorrer de forma permanente diante das mudanças climáticas.

“Procuramos nos adaptar a essa nova dinâmica climática, tornando o Paraná mais resiliente. Esse processo envolve o poder público e a comunidade. Por isso, a cultura de prevenção deve ser contínua em todas as regiões para enfrentarmos da melhor maneira este e outros fenômenos que possam causar impactos no estado”, alertou.

A matéria foi produzida com informações do Jornal O Comércio.

Fonte: diariodosudoeste.com.br


Deixe um comentário

Noticias relacionadas

Síganos

Últimas noticias

Un paseo por la frontera

Turismo

Intercambio de Fronteras

Dólar (USD) Carregando...
Peso Argentino Carregando...
Guarani (PYG) Carregando...
Atualização --