Afogamentos, queimaduras, quedas, intoxicações e engasgos exigem supervisão constante de um adulto
O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná alerta que o período de férias aumenta o risco de acidentes com crianças dentro de casa, em viagens e durante passeios. A corporação orienta que um adulto mantenha supervisão constante para prevenir afogamentos, queimaduras, quedas, intoxicações, engasgos e desaparecimentos.
Com mais tempo livre e maior circulação das crianças por diferentes ambientes, os responsáveis devem reforçar os cuidados preventivos. Também é necessário conhecer as medidas adequadas para agir em caso de emergência.
Afogamentos podem ocorrer em pequenos volumes de água
O afogamento pode acontecer de forma rápida e silenciosa. O risco não está restrito a piscinas, pois também existe em banheiras, baldes e outros recipientes com água.
Em praias, rios, sítios ou piscinas, o adulto deve permanecer próximo da criança, a uma distância máxima de um braço. O uso de boias não substitui a supervisão.
Em períodos de chuva forte, os responsáveis devem observar alterações no nível e na correnteza dos rios. A chamada cabeça d’água pode elevar rapidamente o volume e a força da água.
Ao perceber qualquer mudança, todos devem sair imediatamente do local. Se começar a chover ou relampejar, a orientação é deixar a água e procurar abrigo seguro em uma área coberta ou residência.
Cozinha, janelas e móveis exigem atenção
As queimaduras costumam ocorrer quando a criança tem contato com panelas ou com o fogão. O Corpo de Bombeiros orienta que os pequenos nunca permaneçam sozinhos na cozinha.
Os cabos das panelas devem ficar virados para a parte interna do fogão. A medida impede que a criança alcance e puxe os utensílios.
Para evitar quedas, os responsáveis não devem deixar escadas acessíveis nem posicionar cadeiras e outros móveis perto de janelas. Também é necessário impedir que as crianças subam em mesas, máquinas de lavar e outras superfícies elevadas.
Grades ou redes de proteção devem ser instaladas nas janelas. Como as crianças não reconhecem todos os riscos, uma queda pode causar consequências fatais.
Produtos de limpeza e medicamentos devem ficar trancados
Os bombeiros alertam para intoxicação infantil, que ocorre, muitas vezes, pelo acesso fácil a produtos químicos e medicamentos. Itens de limpeza devem ser guardados em locais altos, fechados e fora do alcance das crianças.
As cores e a aparência desses produtos podem ser confundidas com sucos ou iogurtes. Medicamentos também podem parecer balas.
Além de armazenar os produtos corretamente, os responsáveis devem conversar com as crianças e explicar os perigos da ingestão.
Refeições precisam ocorrer sem brincadeiras
O engasgo é mais frequente entre crianças pequenas, mas também pode ocorrer com as mais velhas durante as refeições.
Para reduzir o risco, os responsáveis devem impedir que a criança corra, pule ou brinque enquanto come. As refeições precisam ser feitas à mesa e com calma. A brincadeira deve ser liberada somente depois do término da alimentação.
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Roupas chamativas ajudam em locais movimentados
Ambientes com grande circulação de pessoas exigem atenção exclusiva dos responsáveis. Roupas de cores chamativas facilitam a identificação da criança à distância.
O contato visual deve ser mantido o tempo todo. O Corpo de Bombeiros recomenda evitar distrações com o celular e conversas paralelas.
A família também pode combinar um sinal específico, como um assovio ou chamado, e definir previamente um ponto de encontro. Caso a criança desapareça, os responsáveis devem procurar imediatamente os profissionais de segurança do local.
Saiba como agir em caso de acidente
Após uma queda, é preciso observar alterações físicas e de comportamento. Se a criança perder a consciência, apresentar vômito ou sofrer ferimento aberto grave, o responsável deve ligar imediatamente para os bombeiros através do Siate pelo 193.
Em queimaduras com vermelhidão leve, a orientação é resfriar a área com água fria corrente. Se a região afetada for extensa, é necessário observar a perda de temperatura corporal.
Queimaduras de segundo grau, identificadas por bolhas ou desprendimento da pele, exigem atendimento hospitalar imediato.
Em casos de engasgo, a orientação é realizar as manobras de desobstrução das vias aéreas indicadas para a idade da criança.
Nas intoxicações, os responsáveis devem consultar o telefone de emergência e as orientações de primeiros socorros disponíveis nas embalagens dos produtos. O mesmo cuidado vale para os rótulos e as bulas dos medicamentos mantidos em casa.
Fonte: diariodosudoeste.com.br












