A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná intensifica, neste mês, a conscientização sobre as hepatites virais por meio da campanha Julho Amarelo. As doenças atingem o fígado e, muitas vezes, evoluem de forma silenciosa, sem sintomas aparentes.
Segundo o Ministério da Saúde, as hepatites virais podem causar alterações leves, moderadas ou graves no fígado. Quando apresentam sintomas, podem provocar cansaço, febre, mal-estar, enjoo, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
Hepatites virais tiveram 11,6 mil casos no Paraná
Dados da Sesa mostram que, entre 2020 e 2025, o Paraná registrou 11.659 casos confirmados de hepatites virais.
Desse total, 53,5% corresponderam à hepatite B, com 6.232 casos. A hepatite C representou 38% dos registros, com 4.428 casos, enquanto a hepatite A somou 999 ocorrências, equivalente a 8,6%.
No mesmo período, foram contabilizados 487 óbitos relacionados às hepatites virais no Estado. A hepatite C foi responsável por 77,4% dessas mortes.
Vacinação é uma das principais formas de prevenção
A vacinação segue como uma das principais estratégias de prevenção. A vacina contra a hepatite B está disponível pelo Sistema Único de Saúde para a população, conforme o Calendário Nacional de Vacinação.
O esquema vacinal contra a hepatite B é composto por três doses, conforme o histórico vacinal. A primeira dose deve ser aplicada ainda ao nascer, e as demais doses são feitas conforme orientação do calendário infantil.
Já a vacina contra a hepatite A integra o calendário infantil, com aplicação aos 15 meses de idade, conforme a rotina de imunização do SUS.
Cobertura vacinal segue em acompanhamento
Os números parciais do Painel de Cobertura Vacinal do Ministério da Saúde, com dados até maio de 2026, mostram que o Paraná registra cobertura de 81,7% para a vacina contra hepatite A em crianças de 15 meses.
Para a vacina contra hepatite B em recém-nascidos de até 30 dias de vida, a cobertura parcial é de 92,9% em 2026.
Em 2025, os índices eram de 92,5% para hepatite A e 100% para hepatite B em recém-nascidos. A Sesa destaca que os dados de 2026 ainda são parciais e reforça a importância de manter a vacinação em dia.
Paraná recebeu selo bronze contra hepatite B
Segundo o boletim epidemiológico, o Paraná mantém avanços nas ações de enfrentamento da hepatite B. O Estado recebeu o selo bronze pela eliminação da transmissão vertical da doença.
A transmissão vertical ocorre quando a infecção passa da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto. Por isso, a vacinação logo após o nascimento é considerada uma medida essencial de proteção.
O Paraná também segue alinhado à meta da Organização Mundial da Saúde de eliminar as hepatites virais como problema de saúde pública até 2030.
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Doenças podem ser transmitidas de diferentes formas
As hepatites virais têm diferentes formas de transmissão, conforme o tipo do vírus. As hepatites A e E estão relacionadas principalmente ao consumo de água e alimentos contaminados, além de condições inadequadas de saneamento e higiene.
Já as hepatites B e C podem ser transmitidas por relações sexuais desprotegidas, contato com sangue contaminado e compartilhamento de objetos perfurocortantes, como alicates de unha, agulhas e lâminas.
Também pode ocorrer transmissão da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto, especialmente nos casos de hepatite B.
Sesa orienta testagem e atualização vacinal
A Sesa orienta que a população procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima para verificar a situação vacinal.
Além disso, a realização de testes rápidos, quando indicada, é fundamental para receber orientações sobre prevenção, acompanhamento e tratamento.
Como muitas pessoas convivem com a doença sem apresentar sintomas, a testagem ajuda a interromper a transmissão e evita o agravamento dos casos.
Fonte: diariodosudoeste.com.br












