Medicamento trata sintomas vasomotores da menopausa
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Veoza, medicamento não hormonal indicado para o tratamento de sintomas vasomotores moderados a intensos associados à menopausa. Conhecidos como fogachos, esses sintomas incluem episódios repentinos de calor intenso, que podem vir acompanhados de sudorese e rubor.
As ondas de calor costumam atingir principalmente a cabeça, o pescoço, o peito e a parte superior das costas. Além disso, os sintomas podem ocorrer durante o dia ou à noite, afetando o sono, o bem-estar e a qualidade de vida das mulheres.
Fogachos estão ligados a alterações no cérebro
Os sintomas vasomotores relacionados à menopausa são causados por alterações neurológicas no cérebro. Essas mudanças envolvem neurônios conhecidos como KNDy, que participam da regulação da temperatura corporal.
Antes da menopausa, há um equilíbrio entre o estrogênio e uma proteína chamada neurocinina B. Essa proteína atua no centro de controle da temperatura do corpo. No entanto, à medida que a mulher entra na menopausa, os níveis de estrogênio diminuem.
Consequentemente, essa queda altera o equilíbrio do sistema de regulação térmica. Com isso, podem surgir episódios de calor intenso, sudorese e desconforto, característicos dos sintomas vasomotores.
Veoza age sem uso de hormônios
O Veoza, cujo princípio ativo é o fezolinetanto, atua de forma não hormonal. O medicamento impede que a neurocinina B se ligue aos seus alvos no cérebro, reduzindo os sinais relacionados às ondas de calor e aos suores noturnos.
Dessa forma, o tratamento busca diminuir tanto a frequência quanto a intensidade dos sintomas. A aprovação representa uma nova alternativa terapêutica para mulheres que apresentam fogachos moderados a intensos associados à menopausa.
Estudos apontam redução das ondas de calor
Estudos clínicos demonstraram que, após quatro semanas de tratamento, o medicamento reduziu, em média, 53% das ondas diárias de calor. Além disso, as mulheres que utilizaram o Veoza apresentaram menor intensidade dos sintomas em comparação com aquelas que receberam placebo.
Os dados indicam que o medicamento pode contribuir para o controle dos sintomas vasomotores. No entanto, o uso deve seguir orientação médica, considerando o histórico de saúde e as necessidades individuais de cada paciente.
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Sintomas atingem mulheres em diferentes intensidades
Segundo relatório da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), a prevalência global dos sintomas vasomotores associados à menopausa varia de aproximadamente 11% a 47% entre mulheres com mais de 40 anos.
Essa variação mostra que os fogachos podem afetar mulheres de formas diferentes. Enquanto algumas apresentam episódios leves e pouco frequentes, outras convivem com sintomas intensos, recorrentes e capazes de comprometer a rotina.
Neste sentido, a chegada de uma opção não hormonal amplia as possibilidades de tratamento disponíveis para mulheres na menopausa, especialmente para aquelas que precisam de alternativas específicas para controlar os sintomas vasomotores.
Fonte: diariodosudoeste.com.br












