Meteorologistas e técnicos do setor de geointeligência do Simepar chegam nesta quarta-feira, 1º de julho, ao município de Reserva, no Centro-Sul do Paraná. A equipe fará um mapeamento aéreo da comunidade de Imbu, na zona rural, para analisar a possibilidade de a região ter sido atingida por um tornado no último domingo, 28 de junho.
Os profissionais estarão acompanhados de servidores da Defesa Civil Estadual. A vistoria deve ajudar a identificar o padrão dos danos provocados pela tempestade e pela força dos ventos.
As análises começaram na segunda-feira, 29 de junho. Desde então, meteorologistas avaliam dados de radar, imagens enviadas por moradores e registros feitos por equipes da Defesa Civil municipal.
Temporal danificou casas e veículos
No domingo, a passagem de uma frente fria pelo Paraná provocou tempestades em várias regiões do Estado. Houve fortes rajadas de vento, queda de granizo e grandes acumulados de chuva.
Por volta das 23h, a localidade de Imbu, em Reserva, foi atingida por um fenômeno severo. De acordo com a Prefeitura, pelo menos 11 casas tiveram danos significativos.
Ao todo, 50 pessoas foram afetadas, das quais dez estão desalojadas. A vegetação ao redor da comunidade e veículos de moradores também foram danificados pela força do vento e do granizo.
Defesa Civil registrou ocorrência
A ocorrência foi registrada pela cidade junto à Defesa Civil Estadual na tarde desta terça-feira, 30 de junho. Com isso, os órgãos estaduais ampliaram o acompanhamento da situação.
Durante a visita em Reserva, os meteorologistas devem conversar com moradores da região para entender melhor como a tempestade se comportou. Além disso, vão analisar visualmente os danos já avaliados por meio de fotos e vídeos.
A vistoria presencial permitirá observar detalhes importantes, como a direção dos estragos e a distância percorrida por objetos arremessados pelo vento.
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Drone com sensor Lidar será usado
A equipe de geointeligência do Simepar realizará sobrevoo na região com um drone equipado com sensor Lidar. O equipamento permite mapear toda a área atingida com maior precisão.
Esse tipo de mapeamento auxilia na classificação dos danos e ajuda os especialistas a compreenderem a extensão do fenômeno. Ao fim da análise, será possível informar se a região foi efetivamente atingida por um tornado.
Caso a ocorrência seja confirmada, os técnicos também poderão indicar a classificação do fenômeno dentro da Escala Fujita, usada para medir a intensidade dos tornados conforme os danos provocados.
Frente fria segue provocando tempestades
A frente fria continua influenciando o tempo no Paraná. Nesta terça-feira, 30 de junho, novas tempestades atingiram as regiões Oeste, Sudoeste e Centro-Sul do Estado.
Foram registradas precipitações de granizo em cidades como Cascavel, Marquinho, São Miguel do Iguaçu e Rio Bonito do Iguaçu. A instabilidade segue associada à presença de umidade e calor sobre o Estado.
Segundo o meteorologista do Simepar Paulo Barbieri, uma frente fria semi-estacionária sobre o oceano contribui para manter o tempo instável.
“Temos uma frente fria semi-estacionária sobre o oceano. Juntamente com essa frente, temos um fluxo de umidade que vem do Norte do país, trazendo muita umidade da Amazônia e também calor que, ao encontrar-se com o eixo da frente fria sobre o Paraná, aumenta a instabilidade”, explicou.
Risco segue até a madrugada
Ainda há risco de novas tempestades até a madrugada desta quarta-feira, 1º de julho, sobre as regiões Oeste, Sudoeste e Centro-Sul do Paraná. Essas áreas podem registrar chuva forte, raios e queda de granizo.
Na quarta-feira, o tempo começa a melhorar em grande parte do Estado, com diminuição da chuva. No entanto, entre o Oeste e o Sudoeste, ainda há condição para pancadas ao longo do dia.
Para quinta-feira, 2 de julho, o Simepar já monitora a aproximação de outra frente fria. O sistema deve espalhar chuva novamente por todas as regiões do Paraná.
Fonte: diariodosudoeste.com.br












