O Agrinho 2026 terá como tema “Agro forte, futuro sustentável: equilíbrio entre produção e meio ambiente”. A 31ª edição do programa do Sistema FAEP reúne ações voltadas às redes pública, privada e especial de ensino, além do tradicional Concurso Agrinho, que neste ano conta com 15 categorias.
O resultado do concurso será divulgado em setembro. Já a festa de encerramento está marcada para 9 de novembro, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
Agrinho 2026 terá foco em sustentabilidade no campo
Ao longo deste ano, o Sistema FAEP promove cursos de capacitação para professores, distribuição de materiais didáticos e atividades pedagógicas com estudantes. Além disso, o programa incentiva o debate sobre produção agropecuária, meio ambiente e desenvolvimento sustentável.
O Agrinho é considerado o maior programa de responsabilidade social do Sistema FAEP. Em mais de 30 anos, consolidou-se como uma das principais iniciativas educacionais voltadas à formação de cidadãos conscientes.
Presente nos 399 municípios do Paraná, o programa contempla, a cada edição, mais de 80 mil professores e um milhão de estudantes. O público envolve alunos da educação infantil, ensino fundamental e ensino médio.
Programa chega a todos os municípios do Paraná
O presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, afirma que o Agrinho é um dos maiores orgulhos da entidade. Segundo ele, milhões de alunos e professores foram impactados pelas ações ao longo das últimas décadas.
“O Agrinho é um dos maiores orgulhos do Sistema FAEP. Ao longo das últimas décadas, milhões de alunos e professores foram impactados pelas ações. Hoje, parte da população do Paraná é filha do Agrinho, o que desperta orgulho de pertencer ao campo”, ressalta Meneguette.
Para o presidente, o programa mostra a ligação entre educação, sustentabilidade e desenvolvimento rural. “Esse programa é a prova de que o desenvolvimento no campo e a sustentabilidade passam pela educação”, completa.
Agrinho nasceu para aproximar campo e sala de aula
O Agrinho foi concebido em 1995 e levado a campo no ano seguinte. A proposta inicial era promover a integração entre o campo e a sala de aula.
Nas primeiras edições, o programa abordou temas ligados ao meio ambiente, saúde e cidadania. Essas áreas eram tratadas como temas transversais dentro da pedagogia.
Em 2000, o Agrinho cresceu e passou a ter caráter interdisciplinar. A partir disso, começou a incluir assuntos mais amplos, como ética, inovação e tecnologia.

Materiais são atualizados com temas atuais
A consultora do Sistema FAEP, Patrícia Lupion Torres, relembra que o programa começou atendendo apenas cinco municípios. Hoje, está presente em todo o Paraná e também em outros estados.
“Começamos o Agrinho atendendo apenas cinco municípios, e hoje estamos em todo o Paraná. Sem dizer que o programa também está presente em outros Estados, como Goiás, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Rondônia e Ceará”, afirma Patrícia.
Segundo ela, a longevidade do projeto está ligada à atualização constante dos materiais. A revisão ocorre a cada quatro anos, com inclusão de temas ligados à realidade contemporânea.
“Revisamos os materiais a cada quatro anos, sempre incorporando temáticas atuais. Em 2016, por exemplo, durante a produção do material, já discutíamos o uso da inteligência artificial, muito antes de sua ampla disseminação na sociedade. Esse olhar antecipado é, sem dúvida, um dos segredos do sucesso do Agrinho”, complementa.
Como funciona o Concurso Agrinho
O Concurso Agrinho segue um fluxo anual. No início do ano, o Sistema FAEP lança o tema e o regulamento no site da entidade.
Depois disso, as escolas recebem os materiais didáticos. Os conteúdos também ficam disponíveis em formato digital, tanto para alunos quanto para professores.
A partir desse material, os docentes desenvolvem atividades em sala de aula. Ao longo dos meses, os trabalhos podem dar origem a desenhos, redações e outros projetos inscritos no concurso.

Professores adaptam atividades à realidade local
Segundo a técnica do Departamento de Desenvolvimento de Oferta do Sistema FAEP, Josimeri Grein, os professores avaliam a realidade da turma e da comunidade. Assim, definem a abordagem mais próxima do cotidiano dos estudantes.
“O professor olha para a turma e para realidade da comunidade ao redor e define a temática mais presente naquele universo”, explica Josimeri.
Ela cita como exemplo uma turma da educação infantil. Uma pergunta simples, como “para onde vai a água da chuva?”, pode gerar rodas de conversa, questionários, desenhos e redações.
Em alguns casos, o projeto avança para além da sala de aula. Conforme Josimeri, atividades pedagógicas podem mobilizar a comunidade e resultar em ações concretas, como a restauração de uma nascente com apoio do poder público.
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Concurso terá 15 categorias em 2026
O período de envio dos trabalhos varia conforme a categoria. No modelo tradicional, o concurso contempla Desenho, Redação, Experiência Pedagógica, Escola Agrinho e Município Agrinho.
As categorias de Desenho envolvem educação infantil, ensino fundamental e Apae. Já a Redação contempla estudantes do ensino fundamental I.
Nas modalidades realizadas em parceria com a Secretaria de Estado da Educação, há Redação para alunos do ensino fundamental II e do ensino médio. Além disso, o concurso inclui Robótica, Programação, Agrorobótica e Relatório de Pesquisa.
Com o tema de 2026, o Agrinho reforça o papel da educação na construção de um futuro sustentável para o meio rural. A proposta também valoriza o equilíbrio entre produção agropecuária, inovação e preservação ambiental.
Fonte: diariodosudoeste.com.br












