PCPR mira tráfico no Oeste e Sudoeste Paraná

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A Polícia Civil do Paraná realiza, nas primeiras horas desta terça-feira, 30 de junho, uma operação contra uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas em cidades do Oeste e do Sudoeste do Estado. A ação conta com apoio da Polícia Militar do Paraná e suporte aéreo de um helicóptero da PCPR.

Ao todo, mais de 100 policiais participam das diligências. As equipes cumprem 30 mandados judiciais, sendo 21 mandados de prisão e nove de busca e apreensão.

A operação também conta com o apoio de cães de faro das duas instituições. Entre os crimes investigados estão tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa.

Mandados são cumpridos em oito cidades

As ordens judiciais são cumpridas em Salto do Lontra, Nova Prata do Iguaçu, Dois Vizinhos e Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná. No Oeste, a ação ocorre em Boa Vista da Aparecida, Cascavel e Medianeira.

Além disso, há um alvo no estado do Mato Grosso. Segundo a PCPR, a operação busca desarticular a atuação do grupo criminoso e reunir novos elementos para a continuidade das investigações.

A ação desta terça-feira é resultado de apurações iniciadas após outra operação policial realizada em 17 de janeiro de 2025 em cidades da região.

Investigação começou após ação em 2025

Na operação de janeiro de 2025, a Polícia Civil prendeu 33 pessoas e apreendeu drogas, armas e outros materiais. Esses elementos contribuíram para o aprofundamento das investigações sobre a atuação da organização criminosa.

A partir das informações obtidas, os investigadores identificaram uma rede com atuação dinâmica e pulverizada. Segundo a PCPR, os suspeitos utilizavam ferramentas digitais para organizar as atividades ligadas ao tráfico.

Entre os meios usados pelo grupo estavam aplicativos de mensagens, redes sociais e transações via Pix. Esses recursos, conforme a investigação, serviam para facilitar a comunicação, a venda e o controle das entregas.

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Grupo usava aplicativos e redes sociais

De acordo com o delegado da PCPR Murilo Martinez e Silva, o grupo mantinha intensa comunicação virtual. A coordenação dos pontos de distribuição e o contato com usuários eram centralizados por plataformas digitais.

“O grupo operava com intensa comunicação virtual. A coordenação dos pontos de distribuição, o controle das entregas e o contato com os usuários eram centralizados por meio de aplicativos de mensagens e redes sociais, garantindo agilidade no fluxo ilícito”, explicou.

Para a Polícia Civil, essa forma de atuação permitia ao grupo atender rapidamente à demanda dos usuários e manter diferentes pontos de venda abastecidos.

Transações Pix indicaram venda de drogas

As investigações financeiras também apontaram movimentações suspeitas. Segundo a PCPR, foram identificadas transações repetitivas e com valores padronizados, compatíveis com o preço de porções de drogas.

“A existência de transações sucessivas e em curtos espaços de tempo demonstra a existência de uma empresa criminosa preparada para abastecer os pontos de venda de drogas e atender a alta demanda de usuários”, complementou o delegado.

A operação segue em andamento e deve subsidiar novas etapas da investigação. Os materiais apreendidos durante o cumprimento dos mandados serão analisados pela Polícia Civil.

Fonte: diariodosudoeste.com.br


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