O livro “Uma Viagem ao Passado”, de Sueli Rosa Dartora e Luciano Pedralli, foi lançado no sábado, 4 de julho, em Pato Branco. A obra reúne 823 biografias de pessoas que construíram suas histórias no município e que hoje são homenageadas em ruas, vias e espaços públicos da cidade.
O projeto foi viabilizado pelo Instituto Theóphilo Petrycoski, por meio do Ministério da Cultura e da Lei de Incentivo à Cultura do Governo Federal. Além disso, contou com apoio da Atlas Eletrodomésticos.
Uma Viagem ao Passado preserva histórias de Pato Branco
A obra busca resgatar a memória de pioneiros, famílias e personagens que ajudaram a formar a identidade de Pato Branco. Dessa forma, o livro transforma nomes presentes no cotidiano da cidade em histórias acessíveis à população.
Segundo a organização, o lançamento foi uma noite de celebração da memória, da história e do legado pato-branquense. O evento também reuniu familiares de homenageados, autores, equipe do Instituto Theóphilo Petrycoski e pessoas que contribuíram para a realização do projeto.
As famílias tiveram papel importante na construção da obra. Elas compartilharam acervos, documentos, lembranças e relatos que ajudaram a compor as biografias reunidas no livro.
Livro reúne 823 biografias de nomes públicos
O livro reúne 823 biografias de pessoas que dão nome a espaços públicos de Pato Branco. Ao todo, a publicação pesa 3,8 quilos e representa um amplo trabalho de pesquisa documental e histórica.
De acordo com Sueli Rosa Dartora, a ideia surgiu em 2006, a partir de dúvidas de estudantes da rede municipal. Os alunos procuravam informações sobre as pessoas que davam nome às ruas onde moravam.
“Quando era nome de domínio público, era fácil de conseguir, mas quando era um pioneiro, eles tinham muita dificuldade. Aí me ocorreu de começar a juntar essas biografias. E foi o que eu fiz”, relatou Sueli.
Segundo a autora, em 2019 o livro já estava praticamente diagramado. No entanto, a pandemia interrompeu o trabalho.
Projeto foi retomado com Luciano Pedralli
Após se mudar para Santa Catarina, Sueli conheceu Luciano Pedralli, que passou a integrar o projeto. A partir disso, os autores deram continuidade à pesquisa e concluíram a obra.
“Nós damos continuidade nele, terminamos, e agora estamos entregando para a população 823 biografias. De cumprir com o que eu prometi para as pessoas que confiaram em mim, entregaram os arquivos, documentos, para fazer essas biografias”, afirmou.
Sueli destacou que a entrega do livro também representa o cumprimento de uma dívida com as famílias e com a cultura local. Para ela, a obra ajuda a compreender diferentes períodos da história de Pato Branco.
“Ao ler o livro, vocês vão conhecer como deu o início de Pato Branco, como foi o ciclo da madeira, como tudo começou aqui”, disse.
Instituto Theóphilo Petrycoski viabilizou publicação
A autora também ressaltou a importância do Instituto Theóphilo Petrycoski para que o projeto fosse concluído. Segundo Sueli, a instituição foi essencial para viabilizar a publicação por meio do Ministério da Cultura.
“Sem eles nós não teríamos feito nada. O livro ficou parado todo esse tempo justamente porque nós não tínhamos o Instituto Theóphilo Petrycoski ao nosso lado antes disso”, afirmou.
Ela agradeceu a Karin e Péricles Petrycoski e à equipe envolvida no trabalho. Além disso, explicou que a obra não será comercializada, por ter sido custeada com recursos públicos.
Segundo Sueli, será entregue um exemplar por biografado. Escolas, professores de história, bibliotecas e pessoas ligadas à cultura também deverão receber a publicação.

Obra deve ter novas atualizações
Sueli Rosa Dartora afirmou que o livro deverá passar por atualizações. Segundo ela, os autores já pensam em uma segunda edição, com a inclusão de mais pioneiros.
“É um livro que vai estar em constante atualização. Já estamos pensando na segunda edição, tem mais pioneiros para incluir, e nós já estamos trabalhando nisso”, destacou.
A proposta é manter viva a memória da cidade e ampliar o registro histórico das pessoas que contribuíram para o desenvolvimento de Pato Branco.
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Valorização do legado
Karin Petrycoski também destacou a importância de valorizar as pessoas que trouxeram contribuições para o município. Segundo ela, conhecer essas histórias ajuda a inspirar novas gerações.
“Eu acredito ser muito importante valorizar as pessoas que trouxeram inovações para a cidade, e principalmente um legado não é construído por uma só pessoa, e também um legado se morre se não há continuidade”, afirmou.
Para Karin, saber mais sobre os precursores de Pato Branco contribui para a continuidade de novas histórias. Ela também relacionou o trabalho do Instituto Theóphilo Petrycoski ao cuidado com áreas como esporte, cultura e bem-estar.
Com o lançamento de “Uma Viagem ao Passado”, Pato Branco passa a contar com uma obra de referência sobre pessoas que ajudaram a formar sua memória urbana, social e cultural.
Fonte: diariodosudoeste.com.br












