Pesquisa da UEM propõe uso do nióbio em edificações

Pesquisa da UEM propõe uso do nióbio em edificações

WhatsApp
Telegram
Facebook
Email
LinkedIn

Uma pesquisa da Universidade Estadual de Maringá (UEM) propõe a utilização do nióbio em diferentes tipos de construções, como pontes, viadutos e obras da construção civil. O nióbio é um metal flexível e maleável que aumenta em cerca de 60% a resistência e durabilidade do aço, sem aumentar significativamente o peso da liga metálica. Este mineral é valorizado por suas propriedades únicas e é utilizado na produção de aços especiais para diversos produtos, desde oleodutos até peças de aeronaves.

Objetivo do Projeto

O projeto da UEM visa disseminar no mercado a viabilidade de aços de alta resistência como alternativa ao aço carbono, que é menos resistente à corrosão e amplamente utilizado na construção civil, indústria automotiva e fabricação de ferramentas. A ideia é comercializar, no futuro, estruturas de construção pré-fabricadas com nióbio, que são mais leves e produzem menos resíduos.

Importância e Sustentabilidade

O professor Carlos Humberto Martins, coordenador do projeto, destaca a relevância da construção civil na economia brasileira e a necessidade de inovação e sustentabilidade. “O uso do nióbio no aço possibilita construções mais eficientes, resistentes, duráveis e sustentáveis”, afirma Martins.

O estudo, iniciado em 2023, conta com um financiamento de R$ 1,33 milhão do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A Gerdau, uma multinacional produtora de aço, forneceu vigas para os testes laboratoriais. A pesquisa também recebeu US$ 100 mil em créditos da Amazon Web Services (AWS) para uso de computadores de alto desempenho.

Os resultados preliminares indicam que a adição de 0,05% de nióbio ao aço aumenta significativamente sua resistência à corrosão e capacidade de suportar cargas sem deformação. O estudo também trabalha com Concreto de Ultra-Alto Desempenho (UHPC), que permite construções mais leves e duráveis.

LEIA MAIS

A pesquisa envolve seis pesquisadores de diversas universidades federais e pontifícias. A próxima etapa inclui testes de corrosão com aço G50 e G60, realizados na PUC-RJ, e os resultados preliminares indicam que o aço G60 é mais resistente à degradação.

Programa Inova Nióbio

O projeto é amparado pelo Programa Inova Nióbio, instituído pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em 2022, que visa integrar e fortalecer a cadeia produtiva do nióbio no Brasil. O país detém cerca de 90% da produção global do mineral.

A pesquisa da UEM está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente o ODS 9, que promove a modernização industrial e tecnologias limpas para um crescimento econômico sustentável. A produção de estruturas pré-fabricadas com nióbio reduzirá o uso de materiais e a emissão de dióxido de carbono (CO2).

Fonte: diariodosudoeste.com.br


Deixe um comentário

Noticias relacionadas

Síganos

Últimas noticias

Un paseo por la frontera

Turismo

Intercambio de Fronteras

Dólar (USD) Carregando...
Peso Argentino Carregando...
Guarani (PYG) Carregando...
Atualização --