Cautela não freia investimentos de empresas do Paraná

Cautela não freia investimentos de empresas do Paraná

WhatsApp
Telegram
Facebook
Email
LinkedIn

Quase 30% dos empresários planejam investir, enquanto a maioria projeta estabilidade ou crescimento do faturamento

Os empresários do Paraná iniciam o segundo semestre de 2026 mais cautelosos, mas mantêm planos de investimento e preservação dos empregos. Pesquisa do Sebrae/PR e da Fecomércio PR mostra que 27,5% esperam ampliar o faturamento, enquanto 66,1% pretendem manter ou aumentar o quadro funcional.

O levantamento ouviu empreendedores do comércio, dos serviços e do turismo. Embora a expectativa de crescimento do faturamento seja a menor de toda a série histórica, a maioria dos entrevistados prevê estabilidade ou avanço dos negócios durante o período.

Além dos 27,5% que esperam faturar mais, 27,2% acreditam que os resultados permanecerão no nível atual. Com isso, 54,7% dos empresários não projetam piora no segundo semestre.

Outros 17,8% esperam redução do faturamento. A pesquisa também aponta que 27,5% ainda não conseguiram definir uma expectativa para os próximos meses.

Pesquisa indica ajuste nas expectativas

Para o coordenador de Desenvolvimento Empresarial da Fecomércio PR, Rodrigo Schmidt, os resultados refletem uma revisão das projeções diante do ambiente político e econômico.

“Os dados da pesquisa indicam um ajuste de expectativas do varejo paranaense diante do atual contexto econômico e político, e não uma inflexão recessiva, uma vez que aproximadamente 55% dos empresários do comércio projetam crescimento ou estabilidade no faturamento para o segundo semestre, o que evidencia a resiliência e a capacidade de adaptação do setor”, afirmou.

Schmidt também destacou que cerca de 30% dos entrevistados pretendem investir durante o semestre.

“Ainda que o ambiente de negócios permaneça desafiador, cerca de 30% dos entrevistados afirmam que realizarão investimentos, sinalizando continuidade operacional e confiança na sustentabilidade de médio prazo”, disse.

Segundo ele, ações de desburocratização, qualificação profissional e redução da carga tributária podem contribuir para elevar a confiança dos empresários.

Serviços lideram expectativa de crescimento

O setor de serviços apresenta a perspectiva mais favorável entre os segmentos pesquisados. Nesse grupo, 30,7% dos empresários esperam crescimento do faturamento, enquanto 25,2% projetam estabilidade.

No turismo, 26,4% acreditam que as receitas aumentarão. O segmento também registra o maior percentual de empresários que esperam manter os resultados atuais, com 30,6%.

O varejo demonstra maior cautela. Entre os comerciantes, 24,9% esperam aumento do faturamento e 28,2% projetam desempenho semelhante ao atual.

Outros 28,9% dos varejistas ainda não possuem uma expectativa definida para o segundo semestre.

Sudoeste lidera expectativas favoráveis

O Sudoeste e Curitiba e Região Metropolitana dividem a liderança entre as regiões com maior percentual de expectativas favoráveis. Em ambas, 28,9% dos empresários esperam crescimento do faturamento.

Londrina aparece em seguida, com 27,9%, enquanto a região Oeste registra 26,7%.

Ponta Grossa apresenta 25,5% de respostas positivas, e Maringá, 25,3%. Apesar dos percentuais menores, essas regiões tiveram os maiores avanços em relação ao primeiro semestre.

Nos Campos Gerais, a parcela de empresários otimistas subiu de 15,8% para 25,5%, aumento de 9,7 pontos percentuais.

Em Maringá, o indicador passou de 20,8% para 25,3%, crescimento de 4,5 pontos percentuais.

Curitiba e Região Metropolitana e Londrina registraram as maiores quedas nas expectativas favoráveis em comparação com o semestre anterior.

Empresas maiores estão mais confiantes

A expectativa também varia conforme o porte dos negócios. Entre as médias e grandes empresas, 39,1% projetam aumento no faturamento.

Os microempreendedores individuais aparecem em seguida, com 33,9% de respostas positivas. Nas microempresas, o índice chega a 26,7%.

As empresas de pequeno porte registram o menor percentual de confiança. Nesse grupo, 17,9% dos empresários acreditam em crescimento durante o segundo semestre.

O gerente da Unidade de Competitividade Setorial do Sebrae/PR, Weliton Perdomo, afirmou que os empresários adotam uma postura mais prudente, mas não interrompem seus projetos.

“Os resultados mostram o empresariado mais cauteloso diante das incertezas políticas, econômicas e tributárias. Ao mesmo tempo, a pesquisa indica que os empresários não estão paralisados. Há disposição para investir, modernizar os negócios e manter empregos, o que demonstra uma postura de adaptação e de busca por maior competitividade”, comentou.

Perdomo também destacou a confiança demonstrada pelos microempreendedores individuais. Segundo ele, o resultado reforça a capacidade dos pequenos negócios de responder às mudanças do mercado e identificar oportunidades.

Instabilidade política lidera preocupações

A instabilidade política é a principal preocupação dos empresários paranaenses no semestre. O tema foi citado por 38% dos entrevistados, ante 39% no levantamento anterior.

A carga tributária aparece em segundo lugar, com 37,3%. No primeiro semestre, o índice era de 43,2%.

A falta de mão de obra qualificada foi mencionada por 33,8% dos empresários. A instabilidade econômica aparece em seguida, com 31,5%.

Esse último fator teve crescimento de 6,1 pontos percentuais em relação ao primeiro semestre.

Empresas mantêm planos de investimento

A pesquisa mostra que 29,6% dos empresários pretendem realizar investimentos durante o segundo semestre.

Os principais destinos dos recursos são máquinas e equipamentos, reformas, modernização das instalações, propaganda, marketing e capacitação das equipes.

“Para as empresas, este é um momento de olhar para dentro do negócio e priorizar investimentos que gerem eficiência, produtividade e melhor experiência para o cliente”, afirmou Perdomo.

Segundo ele, modernizar processos, investir em marketing, qualificar equipes e fortalecer a gestão pode ampliar a competitividade das empresas.

Maioria pretende preservar empregos

O levantamento também indica estabilidade no mercado de trabalho do setor terciário. Ao todo, 66,1% das empresas pretendem manter ou ampliar o quadro de funcionários no segundo semestre.

Londrina lidera a intenção de contratação, com 24,4% dos empresários planejando aumentar o número de trabalhadores.

Curitiba e Região Metropolitana aparecem com 23,4%, seguidas por Maringá, com 23,3%, Ponta Grossa, com 21,8%, e região Oeste, com 19,8%.

No Sudoeste, 13,2% das empresas pretendem contratar novos funcionários. Outros 60,5% planejam manter o quadro atual, indicando uma estratégia concentrada na preservação dos empregos.

Fonte: diariodosudoeste.com.br


Deixe um comentário

Noticias relacionadas

Síganos

Últimas noticias

Un paseo por la frontera

Turismo

Intercambio de Fronteras

Dólar (USD) Carregando...
Peso Argentino Carregando...
Guarani (PYG) Carregando...
Atualização --