A Prefeitura de Pato Branco assinou, nesta quinta-feira, 2 de julho, o convênio para subsidiar a elaboração do Plano Diretor Municipal de Drenagem Urbana. A iniciativa vai orientar ações de prevenção a alagamentos, estudos técnicos e o planejamento da drenagem urbana no município.
A assinatura ocorreu no Gabinete Municipal. O trabalho começará com levantamentos, diagnósticos e estudos técnicos que servirão de base para a elaboração do plano e para futuras obras de drenagem.
Plano Diretor de Drenagem Urbana terá R$ 2,2 milhões
A elaboração do Plano Diretor de Drenagem Urbana será viabilizada por meio de convênio entre o Município de Pato Branco e o Instituto Água e Terra. O objetivo é estabelecer uma parceria para a elaboração do PDDU.
O convênio prevê repasse de R$ 1.995.224,22 pelo Instituto Água e Terra. Além disso, o município entrará com contrapartida de R$ 221.691,58.
Ao todo, o investimento será de R$ 2.216.915,80. A execução dos trabalhos está prevista para o período de julho de 2026 a novembro de 2027.
Estudo vai mapear pontos críticos de alagamento
O prefeito Géri Dutra afirmou que a elaboração do plano representa um passo decisivo para enfrentar um problema histórico de Pato Branco. Segundo ele, o estudo vai permitir uma análise ampla da estrutura de drenagem da cidade.
“Hoje nós tivemos a assinatura do convênio com o IAT, que disponibiliza R$ 2 milhões, com contrapartida do Município, para que possamos elaborar o Plano Diretor de Drenagem de Pato Branco. Isso significa que teremos um estudo amplo de toda a realidade das nossas bacias de contenção, galerias, bocas de lobo e de toda essa estrutura que, com o passar do tempo, deixou de comportar os grandes volumes de chuva”, afirmou.
De acordo com o prefeito, o município busca soluções definitivas para os pontos mais críticos. Entre as áreas citadas estão Bonatto, Baixada e região do Penso.
“Desde o início do mandato tivemos a preocupação de buscar uma solução definitiva para esse problema. Por isso, esse estudo será fundamental para indicar os melhores caminhos, com projetos técnicos que possam resolver situações como as do Bonatto, da Baixada e da região do Penso”, destacou.
Primeira etapa terá levantamentos e diagnósticos
Nesta primeira etapa, serão realizados levantamentos, estudos hidrológicos, mapeamentos e diagnósticos da infraestrutura existente. A partir desse trabalho, o município terá uma base técnica para orientar o planejamento da drenagem urbana.
Também será elaborada uma base cartográfica digital das bacias hidrográficas e do sistema de drenagem. Dessa forma, a Prefeitura poderá planejar melhor o crescimento da cidade e reduzir impactos causados por chuvas intensas.
O plano também utilizará ferramentas modernas para prever áreas suscetíveis a alagamentos. A análise levará em conta os índices de precipitação e a estrutura existente em cada região.
Além disso, o estudo vai definir e priorizar projetos estruturantes. Essas informações servirão de referência para futuros investimentos e obras de drenagem urbana.
FUNPAR será responsável pela elaboração do plano
A FUNPAR, Fundação Universidade Federal do Paraná, será responsável pela elaboração do Plano Diretor de Drenagem Urbana. O coordenador de Projetos Próprios da Fundação, Jonivan Carlos de Oliveira, explicou que a entidade levará ao município a experiência acumulada pela Universidade Federal do Paraná.
Segundo ele, a Fundação já atua na elaboração de planos diretores e projetos de planejamento urbano. Em Pato Branco, o trabalho utilizará tecnologias avançadas para mapear a infraestrutura de drenagem.
“Vamos desenvolver um plano baseado em estudos técnicos e em tecnologias como drones, levantamentos detalhados das galerias e modelagens que permitam entender toda a dinâmica da drenagem urbana. Nosso objetivo não é apenas atacar os efeitos dos alagamentos, mas principalmente identificar e tratar as causas dos problemas”, afirmou.
Plano deve avaliar soluções sustentáveis
Jonivan Carlos de Oliveira também destacou que o estudo buscará soluções sustentáveis para a drenagem urbana. Segundo ele, nem sempre a resposta será apenas ampliar galerias.
“Nem sempre a resposta será apenas construir mais galerias. Também vamos avaliar alternativas como parques lineares, áreas de retenção e outras estruturas que possam reduzir os impactos das chuvas de forma mais eficiente e menos invasiva, sempre baseada em critérios técnicos e de sustentabilidade.”
Conforme o coordenador, os primeiros resultados deverão ser apresentados ainda neste ano. A expectativa é entregar os produtos iniciais nos primeiros 90 dias de trabalho.
“Nos primeiros 90 dias pretendemos entregar os produtos iniciais e levantar informações que possam subsidiar ações emergenciais. Ao mesmo tempo, estaremos desenvolvendo um estudo completo, multidisciplinar, para que Pato Branco tenha um planejamento consistente e deixe de atuar apenas em medidas pontuais”, explicou.
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Plano vai orientar ações de curto, médio e longo prazo
As informações obtidas no estudo vão subsidiar o planejamento municipal de curto, médio e longo prazo. Além disso, devem contribuir para a elaboração de políticas públicas mais eficientes.
Entre os principais benefícios esperados estão a redução dos riscos de inundações e a modernização da gestão das águas pluviais. O plano também deve fortalecer a integração entre drenagem urbana, saneamento, uso e ocupação do solo e defesa civil.
O Plano Diretor de Drenagem Urbana ainda fornecerá critérios técnicos para orientar investimentos públicos. Também deve aperfeiçoar a manutenção do sistema de drenagem e ampliar a segurança da população diante de eventos climáticos extremos.
Município mantém ações preventivas contra alagamentos
Géri Dutra ressaltou que, paralelamente à elaboração do plano, o município já executa ações preventivas para minimizar os impactos das chuvas. Segundo ele, a Prefeitura criou um comitê de acompanhamento e elaborou um plano de contingência.
O prefeito também citou a limpeza de bacias de contenção, galerias e córregos, dentro do que a legislação permite. Ele afirmou que, mesmo com os volumes recentes de chuva, o município não registrou grandes ocorrências.
“Criamos um comitê de acompanhamento, elaboramos um plano de contingência e realizamos a limpeza das bacias de contenção, galerias e córregos dentro do que a legislação permite. Felizmente, mesmo com os volumes recentes de chuva, não tivemos grandes ocorrências, mas sabemos que Pato Branco ainda é vulnerável. O Plano Diretor de Drenagem é justamente o instrumento que vai permitir decisões seguras, baseadas em estudos científicos, para resolver esse problema histórico da cidade”, concluiu.
Fonte: diariodosudoeste.com.br












