O Diário do Sudoeste entrevista Sandro Alex, pré-candidato ao governo do Paraná

O Diário do Sudoeste entrevista Sandro Alex, pré-candidato ao governo do Paraná

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Às vésperas de um novo ciclo eleitoral, o deputado federal Sandro Alex se apresenta como o nome escolhido pelo governador Ratinho Junior para representar a continuidade do atual projeto político no Paraná. Ex-secretário estadual de Infraestrutura e Logística, ele ganhou protagonismo nos últimos anos ao comandar obras estruturantes em diferentes regiões do Estado, incluindo investimentos em rodovias, pontes, contornos, aeroportos e corredores de produção.

Em entrevista ao Diário do Sudoeste, Sandro Alex falou sobre a indicação para disputar o Governo do Estado, os bastidores da construção política em torno de sua pré-candidatura e os principais desafios para os próximos anos. O pré-candidato também abordou temas como infraestrutura, concessões rodoviárias, educação, saúde, segurança pública e o papel do Sudoeste no desenvolvimento do Paraná.

Ao longo da conversa, ele defendeu a continuidade das ações iniciadas pela atual gestão, destacou obras realizadas na região e afirmou que pretende manter o ritmo de investimentos. Sandro Alex também citou programas estaduais, projetos em andamento e prioridades que, segundo ele, devem orientar o futuro do Estado.

Diário do Sudoeste: Como foi a sua indicação para disputar o governo do Paraná?

Sandro Alex: A todos os amigos do Diário do Sudoeste, muito obrigado pela oportunidade. Foi surpreendente. Essa é a palavra. Surpreendente.

E foi a coroação de um trabalho. Eu não era um pré-candidato. Eu estava tocando obras, fechando a ponte (ponte de Guaratuba), fazendo meu trabalho.

E eu nunca pedi. Eu acho que muitos pleiteavam com razão e justificativa porque nós temos um time muito qualificado. E é uma realização profissional para qualquer um representar um governo vitorioso.

E, ao longo das últimas semanas, o governador me chamou para me dizer que ele fez uma avaliação no Paraná com a população. A população reconhecia nas obras o governo. É um governo que tem êxito em inúmeras áreas, mas as obras caracterizaram o governo.

Ele me disse, você é o representante, eu quero contar à população que foi você que esteve ao meu lado fazendo essas obras e que você é o nosso representante. Você vai representar o time que vai dar continuidade. E eu disse a ele, mas eu não sou um pré-candidato.

Nós temos bons nomes. Ele falou assim, eu vou conversar com todos para que a gente possa estar com você. E foi isso que aconteceu há praticamente pouco mais de 40 dias.

E se foi surpreendente para mim, então imagine para a população e também para o mundo político, porque nós tínhamos bons nomes. E eles têm, um a um, dado o seu apoio. O primeiro apoio foi do Alexandre Curi, do Republicanos, sendo o pré-candidato ao Senado.

E no dia seguinte, um grande representante, um amigo que tem um carisma, uma grande capacidade e é uma figura expoente do Sudoeste, o Guto Silva foi o primeiro a me ligar para me dizer, Sandro, eu vou estar com você. Nós vamos estar juntos para que o trabalho não pare. E assim tem sido ao longo das semanas.

Inúmeras lideranças também têm acompanhado, prefeitos, deputados e agora os partidos. Até a convenção, a gente tem buscado o diálogo para que a gente possa seguir com o time que governou o Paraná. Claro, respeitando aqueles que também legitimamente ainda pleiteiam, têm suas aspirações, e eu respeito a todos.

Mas nós temos procurado abrir portas. Com todos aqueles que estiveram próximos de nós. E a gente tem dialogado muito para que ao final das convenções a gente possa também agregar mais e mais pessoas.

E isso aconteceu faz poucas semanas. Mas ao longo desses últimos dias, ao tomar conhecimento, a população quer a continuidade do governo. O governo tem uma imagem muito positiva e isso significa que as pessoas estão dizendo que a vida melhorou.

E elas gostariam que o Paraná continuasse neste ritmo, com esta equipe, com esse time, e eu represento esse time, que é o time que transformou o Paraná. Então eu defendo não só o legado, que foi o trabalho realizado, mas o planejamento que está em execução e que está feito para o futuro do Paraná. E a gente vai discutir e vai debater agora o futuro do Paraná.

E esse é o nosso objetivo hoje, essa é a minha missão. E eu vou fazê-la não só com muita alegria, mas também me sinto preparado para isso. E eu tenho um time que caminha ao meu lado, eu não estou sozinho. Eu tenho um time também que está preparado para esse desafio. 

Diário do Sudoeste: Como foi esse trabalho para a realização das obras que acontecem por todo o Estado?

Sandro Alex: Nós realizamos, no primeiro governo do Ratinho, um grande planejamento para o Paraná. Nós fizemos um banco de projetos, nós não tínhamos recursos naquele momento, o Estado não tinha hoje a saúde financeira que o governador Ratinho deixou o Estado do Paraná. E todo recurso que nós tínhamos o governador destinou em projetos, o que foi visionário, porque qualquer governante pegaria o recurso e tocaria uma obra.

Ele disse, não, nós vamos fazer um banco de projetos para que ao tempo do recurso a gente tenha projetos para serem executados. E a partir dali ele fez corte de gastos, enxugou a máquina, diminuiu secretarias, cortou mordomia, fez uma gestão austera, e ele conseguiu colocar o Estado do Paraná com capacidade de investimento, e nós estávamos fazendo projetos. E tivemos um bom relacionamento, tanto com os órgãos de controle, com o governo federal, Itaipu, a gente conseguiu fazer com que o recurso extra-orçamento fosse robusto.

Conseguimos ganhar ações contra empresas que deviam ao Estado, contratos que não tinham sido, no passado, cumpridos, recursos junto à Itaipu, ainda com o governo Bolsonaro, e ações com o Ministério Público, Tribunal de Justiça foram ganhas pelo Estado, e com esses recursos nós fomos aportando obras e investimentos, fomos tirando do papel investimentos. E a região Sudoeste foi contemplada porque ela é merecedora disso. A região sudoeste é uma região que é altamente produtiva e com uma dificuldade maior de poder escoar a sua safra e a sua produção, ela está mais distante, mais isolada, e ela necessita dos investimentos a altura da sua produção.

E, por coincidência, a pior rodovia que o Paraná tinha era o corredor da PRC-280 no Sudoeste. Ao longo de décadas, foram tapa-buracos em cima de tapa-buracos, era buraco em cima de buraco, e quando a gente assumiu, as lideranças nos pediam, precisamos de mais um tapa-buracos. Então, o tapa-buracos era a regra da 280. Eu falei, gente, nós vamos acabar com esse tapa-buracos. Já sabíamos qual era a época do buraco. Época de chuva, tapa-buracos. E a região Sudoeste vivia disso.

E eu falei, governador vou buscar a solução da melhor rodovia que encontrar no mundo. E eu vou começar pela 280. Então, nós vamos fazer o tapa-buracos? Nós vamos. Mas nós não vamos viver de tapa-buracos. O Sudoeste não vai mais viver de tapa-buracos. Eu vou dar ao sudoeste uma rodovia digna.

Fui para Iowa, nos Estados Unidos, que é o cinturão do milho, e tem o mesmo problema que o Paraná, tem peso. Nós temos peso nas rodovias. E eu pedi a eles que trouxessem essa tecnologia e que a gente pudesse fazer um investimento em rodovia de concreto.

Então, a nossa primeira foi no Sudoeste. Os órgãos de controle, à época, eles ficaram indignados, porque eu não poderia fazer uma rodovia mais cara. Porque a regra no Paraná é a concorrência sair o preço mais barato.

E eu disse, não, nós vamos fazer uma rodovia mais cara. Mas como você vai fazer uma rodovia mais cara se você pode fazer uma mais barata, mas ela não é, do ponto de vista de durabilidade, a melhor opção? É melhor você ter uma rodovia com mais durabilidade, ainda que ela custe mais caro. E nós conseguimos comprovar que isso era positivo.

E começamos a fazer a 280. E eu disse, nós vamos fazer o trecho 1, trecho 2, trecho 3, mas nós vamos chegar em Pato Branco. Então passamos a fazer trecho do Horizonte a Palmas, Palmas a Clevelândia e Clevelândia chegando a Pato Branco.

E essa rodovia foi entregue. E ela teve aumento de capacidade, é uma rodovia mais larga, com acostamento, terceiras faixas. Teve um ganho de capacidade, mas, acima de tudo, é uma rodovia que tem alta durabilidade. E ela serviu de exemplo agora para mil quilômetros de rodovia que nós estamos fazendo no Paraná.

Se nós não tínhamos nem um metro de concreto, agora eu não abro mão. Todos os corredores de produção com cooperativa têm que ter uma rodovia de concreto, com ampliação de capacidade, acostamento, eu não abro mão disso. Então, se o governo planejou, está executando, agora nós vamos para a excelência.

Nós queremos todos os corredores de produção em concreto. E ali tiramos também sonhos de inúmeros projetos do Sudoeste. O primeiro trecho do contorno de Pato Branco, e agora avançamos para o segundo.

O contorno de Francisco Beltrão, nós fizemos o primeiro trecho de ligação entre rodovias estaduais e agora está terminando o projeto para que a gente possa concluir o anel de continuidade para tirar definitivamente o problema do centro. A gente foi fazendo projetos que eram sonhados pela população. Agora, vamos começar um contorno em Dois Vizinhos, como vamos fazer a ponte de Verê, a ampliação de capacidade de Beltrão até Dois Vizinhos com terceiras faixas, com capacidade ampliada.

A aeroporto é uma demanda do Sudoeste, e não é só para negócios, é para UTI aérea, atendimento aeromédico, tem ordem de serviço em Pato Branco, tem uma discussão em Beltrão, eu respeito o município, a definição dele, se o recurso está assegurado, tem uma discussão em Renascença, que eu acho que é legítima, é viável. Todo entendimento que o Sudoeste tiver para ampliação de sua infraestrutura, contem com o governo do Estado. Tem a discussão também da malha ferroviária, que é um ramal que possa ligar Chapecó, Cascavel, cortando, o Sudoeste.

Claro que isso eu dependo do governo federal para decidir o que vai fazer na malha sul, porque o trecho malha sul é do governo federal, e eles não decidiram ainda. Então, nós temos muitos assuntos no Sudoeste e no Oeste do Paraná que nós dependemos do governo federal. Claro que o governo Ratinho foi tão grandioso que muitas vezes os assuntos federais acabam sendo resolvidos pelo Estado.

Pela ausência de investimento do governo federal, a gente assumiu responsabilidades que são de competência federal e que precisam de autorização do DNIT, do IBAMA, do INCRA, da FUNAI, de vários órgãos federais. Mas não faltamos com a nossa responsabilidade, seguimos avançando em pavimentação urbana, 100% de pavimentação urbana, galeria, calçada, iluminação de LED. Seguimos para pavimentações rurais para atender agricultores e cooperativas.

Nós tivemos uma grande parceria, as cooperativas passaram a fazer projetos, porque acreditam na palavra do governo. Então agora estamos avançando em estradas rurais. O nosso objetivo agora é a ampliação de capacidade de corredores, onde os caminhões nove-eixos não podem trafegar, porque as rodovias são dos anos 70 e 80, com uma capacidade limitada, e hoje os caminhões são todos maiores, mas as curvas não foram corrigidas, as pontes não estão preparadas. Somos cobrados para liberar o nove-eixos, mas para liberar é preciso reforçar a ponte, corrigir a curva, corrigir a geometria, e nós vamos abrir agora a concorrência para os corredores do Sudoeste terem capacidade de nove-eixos, que é um compromisso que vamos cumprir nesse governo. Mas tem muito desafio. Então está tudo concluído? Não, tem um contorno de Chopinzinho que não começou, para tirar o tráfego pesado do centro da cidade que é muito relevante, assim como em Vitorino, vamos começar uma obra que é importante para Santa Catarina, como também é importante para o Paraná. Tem o contorno em Itapejara d’Oeste que praticamente vai tirar o trânsito pesado de dentro da cidade, então tem desafios.

Mas qual é o time que está preparado para tocar o desafio? O time do Ratinho. Então enquanto muitos dizem que irão rever os contratos, porque meus concorrentes estão falando isso. Não, a gente quer rever, nós vamos reavaliar.

O governo não. O governo que eu represento não vai reavaliar, vai tocar para frente. O Sudoeste ficou fora do anel de integração por 20 anos.

Mentiram para a população, não fizeram nenhuma obra e o Sudoeste foi excluído. Então não é que o Sudoeste passou a ter concessão, foi um pedido das lideranças de terem as concessões, porque tem guincho, ambulância, atendimento 24 horas e as duplicações. As pessoas não são contra a concessão, elas são contra ficarem de fora ou serem roubadas por algo que não está acontecendo.

Ali tem previsão de ampliação de capacidade de duplicação de forma muito clara e segura. E o Sudoeste passa então a dividir com o oeste do Paraná a mesma infraestrutura, que vai ser a mesma de São Paulo, que vai colocar o nosso produto em pé de igualdade dentro do porto do Paranaguá. Nós não podemos abrir mão das obras.

Essa é a nossa premissa. Eu não abro mão da duplicação.

A FIEP discutiu com a gente, a OCEPAR discutiu com a gente, todo mundo participou. Nós fizemos na B3, com transparência, reduzimos o preço. Claro que ninguém gosta de pagar nenhum tipo de contribuição, taxa, tarifa, imposto, mas o mundo caminha dessa forma.

E a gente conseguiu reduzir o IPVA para isso. O governo foi justo, mas a gente quer a duplicação da 277, do corredor de ligação do Oeste com o Sudoeste. Nós não vamos abrir mão disso.

É isso que vai salvar vidas, que vai proteger o agronegócio, que vai colocar mais logística para toda a produção e vai fazer com que as cooperativas invistam na região. Queremos o desenvolvimento do Sudoeste.

Diário do Sudoeste: Duplicação entre Pato Branco a Cascavel e BR-277, entretanto Pato Branco até 3 Pinheiros ficou de fora dessa fase da licitação do pedágio.

Sandro Alex: Essas serão feitas pelo Estado, porque tivemos inúmeras rodovias que foram para a concessão, significa que nós economizamos com essas rodovias para que a gente possa investir em outras rodovias. Nós já começamos a fazer isso na região central, que tem o IDH mais baixo do Paraná. Nós estamos cortando Guarapuava em sentido Campo Mourão e em sentido Mauá da Serra, entre os municípios de Turvo, Pitanga, Porto Ubá, e Campo Mourão.

Começamos a rodovia em concreto, e nós vamos fazer isso na 158 para a 373. Nós vamos fazer nas nossas rodovias para que a gente possa ampliar a capacidade, Essas são as rodovias que nós vamos investir. O Estado é que vai fazer essa ampliação de capacidade.

Por quê? Porque nós já temos a concessão que foi organizada para poder investir. E o investimento é grandioso, assim o Estado poderá investir nas demais rodovias. Então essas não vão ficar para trás. Essas serão feitas com recursos do Estado.

Nós estamos com projetos em andamento para ampliação dessas rodovias. E é isso que a gente não quer parar. A gente não quer parar o ritmo do Paraná. Nós estamos com as obras em andamento. Nós temos uma velocidade hoje em andamento no Estado. Nós não vamos parar.

Se os demais querem fazer o Paraná ser rediscutido, paralisar as obras, nós não vamos paralisar. Não tem nada errado. Não temos nenhum contrato sob Júdice, nós não temos nenhum contrato com apontamento de malversação.

Nós temos uma certeza do que estamos fazendo. E vamos continuar. Então essas rodovias que realmente encurtam o caminho com a 277, faremos a ampliação de capacidade delas. Então essa é a meta do governo do Paraná. 

Diário do Sudoeste: O Estado investiu muito na educação, escolas especiais como as APAES, programas de intercâmbio. Como que se mantém isso, amplia-se? 

Sandro Alex: Olha, eu fui um construtor de pontes. O governo construiu inúmeras pontes. Guaratuba, Brasil-Paraguai, e até a ponte de Verê vai sair. Mas eu tenho certeza que a maior ponte para o futuro, o governo construiu com a educação. A educação do Paraná não é propaganda.

Ela é a melhor do Brasil por constatação. Eu sei que alguns políticos não gostam de usar o IDEB como se fosse uma propaganda. Essa é a constatação do trabalho de educadores, professores, diretores, chefes de núcleo e dos alunos. Com a contribuição que deram ao Estado do Paraná.

Nós saímos do sétimo para o primeiro lugar. E não foi à toa. Foi com trabalho. Foi com dedicação e investimento. O governo que tem o maior número de escolas cívico-militares do Brasil. Avançando no ensino integral.

Que colocou três merendas por dia. Até cinco merendas, em alguns casos. Com proteína animal todos os dias.

Criança comia carne uma vez por semana, agora come todos os dias. Seja frango, peixe, carne bovina, suína. Isso fez com que a frequência escolar do Paraná, comemoramos semana passada, fosse a maior do Brasil.

Por quê? Isso tudo foi planejado. Isso não foi conquistado sem esforço. Foi com planejamento. E nós temos hoje números que nos orgulham na educação.

Esses dias eu vi filho de produtor rural do interior do Paraná ganhar o mundo. Ir para a Irlanda, para o Canadá, para os Estados Unidos.

Filho de produtor rural. Gente que nunca andou de avião na vida. Ver o filho voltar falando inglês. Voltar um líder. Eu não abro mão desses programas. Eu não vou abrir mão dessa educação.

Nós temos hoje o melhor quadro da educação e não vamos destruir. Não precisamos mudar. Pra quê mudar? Fazer uma mudança radical na educação do Paraná? Não precisa.

Nós vamos dar continuidade. Fomos capazes de alcançar o primeiro lugar e temos a responsabilidade de seguir liderando.

Acabamos de dar, inclusive, um apoio e um suporte aos municípios. O Estado está avançando no apoio aos municípios. Trezentas escolas ganharam o Prêmio Diamante porque conseguiram o atingir a meta de alfabetizar na idade certa. O Paraná conseguiu o índice e disputa hoje o primeiro lugar na alfabetização também.

Então, é um apoio e um suporte aos municípios. E isso se estendeu às APAES. Nós fizemos chegar material escolar. Além de construir dezenas de escolas, nós estamos colocando material para aluno da APAE. E eu conversei com o Rony (Secretário da Educação), nós vamos fornecer uniforme. Se a gente colocou uniforme nas nossas escolas, nós vamos colocar nas APAES também.

A educação caminha liderando e as APAES, as escolas especializadas vão seguir junto. A gente não deixou para trás. O governo federal tem sido muito cruel com o ensino especializado.

Nós temos uma Ação Direta de Inconstitucionalidade que não se julga, se protela e não tem um Senado forte para tomar uma atitude com relação a isso. As escolas vivem na insegurança. O Estado tem dado suporte, apoio e amparo.

Nós vamos seguir. Nós vamos caminhar com eles também ao nosso lado. Isso é verdadeira inclusão. É seguir todos juntos. Então, eu não abro mão dessa educação. E o ensino superior também é um orgulho.

Nós temos entre as nossas universidades estaduais, todas elas ranqueadas entre as melhores do Brasil. Nós vamos seguir com desenvolvimento de pesquisa, porque nós estamos construindo isso. Uma creche, Paraná no show, quase 500 creches agora para que a mãe possa trabalhar e ter independência financeira.

Aí tem o ensino infantil até a universidade, o governo do Paraná está acompanhando. E não é obrigação do Estado. Ensino superior seria uma obrigação federal.

O Paraná é o único Estado que tem sete universidades. Nenhum outro Estado tem. O Rio Grande do Sul não tem.

O Paraná tem. E é um orgulho para nós. Então, a gente dobrou o investimento das nossas universidades.

O Paraná investe muito mais do que é o exigido pela Constituição, porque a gente entende que a educação é transformadora e fez do Paraná uma potência. Nós temos hoje robótica, programação, ensino de saber lidar com dinheiro, educação financeira nas escolas. Então, esse trabalho foi maravilhoso e foi construído com pessoas de carreira.

O secretário é um profissional de carreira e está lá. Então veja como o governador foi realmente respeitoso com a educação. À frente da educação está lá um professor que foi diretor de escola, que foi chefe do núcleo, que foi o secretário.

Então, esse trabalho a gente não abre mão. Eles vão continuar. Essa equipe é a melhor do Brasil e nós não vamos abrir mão.

Nós não precisamos trocar equipe. Vai ter uma boa equipe, que a cada vez mais agrega novos profissionais. Esses dias eu vi duas alunas que voltaram do intercâmbio e elas já são expoentes.

Então elas têm dado palestras, inclusive, de incentivo para outros alunos. Então, o time cada vez vai se fortalecendo mais. Mas a gente está no caminho certo.

O governo investiu em saúde, em construção de hospitais e Unidades de Saúde, descentralizando a saúde?

E vamos continuar. Agora tem as UTIs lá em Dois Vizinhos, em toda a região. Veja, para organizar a saúde, você leva um tempo.

Não é fácil. A minha esposa é profissional de saúde. Ela trabalha no SUS há mais de 30 anos.

A minha esposa é funcionária pública da saúde. E mesmo com o AVC que ela teve, ela não abriu mão de continuar sendo profissional de saúde. Agora ela está na regulação, porque ela perdeu alguns movimentos.

Eu sei o amor que eles têm pela saúde. E nós organizamos. Foi feita uma descentralização da saúde que está caminhando, está avançando na urgência e emergência, como o Opera Paraná, com mais cirurgias, com mais atendimento.

Nós temos entre hospitais novos, inaugurados no Paraná, cerca de 50, novos 30, reformados, 50 hospitais. Entre obras de centro de especialidades, maternidades, hospitais, são 114 obras.

Você fala de unidade básica de saúde e, ao todo, são mais de mil obras de saúde no Paraná. Oito mil veículos de saúde foram distribuídos aos municípios no governo Ratinho Júnior. Nós fizemos um grande investimento, mas sempre respeitando os profissionais de saúde.

E esse time, hoje, ele está em campo e está trabalhando bem. Nós não podemos desorganizar, porque a saúde demora para organizar, mas, para desestruturar, basta um mês e, quem não conheça, não tem a gestão nem time para tocar. Então, nós vamos seguir avançando.

Nós temos hoje os ambulatórios médicos de especialidades, que foram os AMES, foram construídos também junto com maternidades e hospitais, um volume maior de leitos, inclusive ampliação de UTIs. Nós temos hoje o mesmo número de UTIs que a Itália, por exemplo. A gente conseguiu avançar.

Agora, o desafio é diário. Todos os dias, nós temos que ter mais atendimento local, mais presença, mais profissionais, e nem sempre isso é tão fácil. Fácil é falar.

Muitas pessoas querem falar. A gente tem o desafio de fazer. Então, é você conseguir ter uma ampliação dos pagamentos e valores, que no SUS é muito pequeno, o Paraná já ampliou e vamos ampliar ainda mais para poder fazer um pagamento justo e ter condições aos hospitais de tocarem.

Mas essa discussão não pode ser tão vazia, porque se você altera uma tabela, você tem que tirar do orçamento de alguém. E eu não vou fazer igual São Paulo, que tirou da educação. Eu não vou cortar o ganho do mundo.

Eu tenho que resolver isso dentro da saúde. Ampliar o atendimento e a tabela, sim, mas com muita responsabilidade. Mas a gente tem diálogo.

Os profissionais nossos dedicaram a vida. O Beto Preto foi parar na UTI, mas não abandonou o cargo de secretário na pandemia. Como o ministro abandonou em Brasília para ir embora para São Paulo.

Então, eu sei a equipe que eu tenho, e o governador também teve ao longo do tempo, e a gente vai dar continuidade. Os municípios também avançaram muito, porque é um trabalho que a gente precisa fazer, o Planifica, que é fazer com que a saúde básica também possa colaborar. Quanto melhor for o atendimento de prevenção, melhor o encaminhamento e o número de pacientes que deixam de usar um leito do Estado, de urgência-emergência, porque há um trabalho bem feito lá no município.

A gente tem ajudado e auxiliado os municípios. Agora, na semana passada, o governador fez um anúncio de custeio que não é obrigação do Estado. Repassamos R$17,00 por habitante para cada um dos 399 municípios do Paraná.

Nós fizemos isso. Antigamente, até os anos 2002, 60% da receita vinha do governo federal, que é o correto. Agora, o repasse federal é 33%.

Então, os municípios sofreram no repasse, e o governo do Paraná tem sido o maior parceiro generoso de ajudar na construção, na obra, mas também ajudar no custeio. A gente tem feito um bom trabalho junto com os prefeitos e prefeitas do Paraná. E o Sudoeste, a gente conseguiu avançar também.

A gente conseguiu reformar, ampliar, fazer a saúde melhorar e descentralizar. E a gente acredita que esse trabalho tem que continuar. Nós vamos ter agora um avanço no tratamento ao câncer no Paraná.

Eu quero que o Paraná seja referência no tratamento oncológico, que a gente tenha avançado. Eu acho que a gente tem bons centros de referência, e o Sudoeste também merece ser. Então, toda essa discussão é importante, mas com equipe.

Não se constrói saúde com palavras. É com trabalho e com um entendimento de saúde. 

Diário do Sudoeste: Um tema que sempre vem à tona nos debates eleitorais, é a segurança. O Paraná realizou inúmeros investimentos. 

Sandro Alex: Recentemente, agora, teve uma melhora muito grande nos índices. Uma queda acentuada nos índices.

Um crescimento muito grande na resolução dos crimes. Sim, na solução. Os homicídios.

Esse trabalho integrado de inteligência do Estado. A continuidade, a visão fluam em relação ao problema. Olha, segurança pública se faz com comando, com inteligência e com investimento.

E eu tenho orgulho da Polícia Militar do Paraná. Eu tenho orgulho. Se alguns estão criticando e desfazendo do trabalho deles, eu estou aqui para defendê-los.

Não é uma missão fácil. É uma missão nobre. Tantos bombeiros militares, policiais, ou qualquer um da área de segurança hoje.

O Paraná investiu quatro vezes mais no orçamento que era realizado no Estado do Paraná. Nós saltamos de 2 para 8 bilhões. Olha, eu sou da época que a notícia que a gente dava lá na edição do Diário do Sudoeste era policial empurrando o carro da polícia por falta de gasolina.

Nós já víamos isso. E as motinhas 50 cilindradas. Policiais eram apelidados de peru da sadia, com motinhas 50 cilindrados.

Não. Aqui nós investimos nos melhores equipamentos. Aqui nós formamos os melhores profissionais.

Nós ampliamos o quadro. Nós estamos colocando hoje à disposição deles os melhores equipamentos, seja pistola, metralhadora, fuzil, os melhores do mundo. Carro da polícia é o melhor que tem.

As pessoas me criticam assim, criticam o Ratinho. Ah, mas o Ratinho comprou carro caro para a polícia. Vamos continuar comprando.

Batalhão de fronteira, como é o caso do Sudoeste, vai ter carro mesmo. É Dodge Ram para combater criminalidade na fronteira. É batalhão de fronteira e postos de fronteira combatendo tráfico de drogas e crime organizado.

Nós temos investimentos no estado do Paraná e temos números que justificam isso. Nós temos o menor número de criminalidade, a redução foi a maior nos últimos 20 anos. Agora, não é missão cumprida.

É missão dada todos os dias. Nós temos hoje a maior apreensão dos últimos anos. Os números crescem.

Mas, claro, o Paraná é tríplice fronteira. O Paraná tem porto. O Paraná divisa com o Sul e Sudeste.

É claro que aqui a missão é muito difícil, mas nós estamos com o controle. Aqui o crime não está dominando, não. Quem domina aqui é a polícia.

Todo dia vocês dão manchete lá. Apreensão, prisão e nós estamos derrubando. Nós investimos agora na inteligência para evitar crimes como aconteceram no passado, de assalto a bancos e assaltos complexos.

Nós estamos preparados, inclusive, com um caminhão. São tanques americanos que estão a ter disposição. O Paraná investiu e continua investindo.

Nós investimos em presídio, preso para não ficar em delegacia de polícia. A gente tem investimento. E estamos preparados para transformar qualquer presídio em presídio de segurança máxima.

Mas nós não estamos precisando. Nós não tivemos nenhum tipo de rebelião e qualquer tipo de atividade diferente disso. Nós estamos combatendo.

Porto de Paranaguá realmente é o maior porto, hoje, graneleiro do Brasil e é o segundo maior em movimentação, mais eficiente. É claro que lá nós trabalhamos com a Polícia Federal, com toda a equipe que faz a polícia ali do porto e é combate diário, entendeu? Mas nós estamos liderando as apreensões do Brasil. O estado que mais faz apreensão é o Paraná.

Então nós estamos combatendo sim. Agora, eu não estou aqui para pregar a insegurança e pregando medo na população. Nós temos uma sensação maior de segurança.

Mas nós estamos diante de um Brasil que tem uma crise econômica, que gera a instabilidade pela sua crise econômica com furtos e roubos no Brasil inteiro. Mas o Paraná está conseguindo controlar isso. O que a gente espera é que a gente tenha mais investimentos de Brasília e que haja um controle maior em Brasília.

Porque a gente é o reflexo nacional. Mas aqueles que criticam a segurança pública, quando foram capazes de ajudar o estado, não ajudaram. Quando o ministro Moro foi ministro da Justiça, ele não colocou o Paraná como prioridade de investimento na segurança pública.

O Paraná foi o décimo terceiro estado em repasse de recursos na segurança pública na gestão dele. Então ele cobra algo que ele não praticou. E na vida você tem que ter honestidade intelectual também.

Pratique o que você fala. O Paraná fez a sua parte. Nós estamos investindo quatro vezes mais que os números comprovam.

Agora, eu vou continuar dando inteligência. Nós fazemos aqui um trabalho integrado. Nós investimos também, faz parte da segurança, polícia científica.

Nós não tínhamos IMLs assim dispostos como nós temos hoje no estado. Nós tínhamos um problema maior com a polícia científica. Hoje nós temos, tanto na polícia científica como nos outros órgãos, nós temos hoje uma estruturação de carreira melhor e vamos continuar avançando.

Eu confio muito mais no trabalho de um coronel Hudson, que é o nosso comandante durante anos no governo do estado, do que muitos políticos que falam, mas não praticam a segurança.

Diário do Sudoeste: E para encerrar, um recado para os eleitores do Paraná.

Sandro Alex: Eu estou tendo a oportunidade de me apresentar. Algumas pessoas conhecem o meu trabalho, sabem das obras. Eu fui o braço direito do Ratinho, construí pontes, toquei obras pelo Paraná, mas não tiveram a oportunidade de me conhecer.

Eu nunca fiz questão de fazer propaganda do meu nome. Eu estava no Sudoeste, lá nas obras, junto com os municípios, em nome do time do Ratinho. E agora estou podendo me apresentar e dizer que eu represento um time que transformou o Paraná, que fez o Paraná ser a quarta economia do Brasil.

Nós estávamos atrás dos gaúchos, que são os nossos irmãos muito próximos, porque descendemos, muitos de nós, do Rio Grande do Sul. Mas hoje nós estamos à frente deles e o nosso olhar é para a frente. Nós estamos olhando a terceira potência.

E o Sudoeste vai colaborar com isso. Nós estamos colocando a infraestrutura necessária para que o sudoeste possa prosperar ainda mais. Se a vida das pessoas melhorou, nós não queremos que esse ritmo seja perdido.

Nós não precisamos das brigas de Brasília, que também não ajudam os produtores, aliás, nos prejudicam. Brasília precisa de mudança, o Paraná não precisa. O Paraná está no caminho certo.

Nós já mostramos que o Paraná é um Estado que avançou muito e que vai continuar defendendo o agronegócio, o destino da infraestrutura. Se nós conseguimos fazer o Paraná dobrar o seu PIB, significa que a gente dobrou de tamanho, a gente tem novos desafios. Mas quem está preparado para os desafios é o time do Ratinho, que vai continuar investindo na infraestrutura, seja ela de energia, seja ela de rodovia, seja ela de aeroporto, seja ela para gerar emprego.

Porque a gente está acreditando, é na geração de emprego, construção de moradias, fazendo o Estado prosperar. E eu represento esse Estado. E o Sudoeste foi a minha primeira grande obra, porque eu reconheço no Sudoeste a região que mais vai se desenvolver justamente porque ela está tendo esses investimentos de infraestrutura.

Nós temos um povo muito trabalhador, dedicado e que ama o Paraná de verdade, como nós. Nós nunca tivemos segunda opção. Nossa primeira opção foi o Paraná.

E eu quero pedir o apoio do sudoeste. Eu tenho, confesso a vocês, ficado muito feliz, porque a cada número apresentado por um prefeito, uma liderança, um deputado do sudoeste, as pessoas acreditam no time do Ratinho. Porque viram as coisas acontecerem na sua cidade.

E nós não vamos parar, nós vamos seguir em frente. Retroceder jamais. O Sudoeste faz parte da história do Paraná.

Fonte: diariodosudoeste.com.br


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