Nova diretriz brasileira define avaliação cardíaca na obesidade

Nova diretriz brasileira define avaliação cardíaca na obesidade

WhatsApp
Telegram
Facebook
Email
LinkedIn

Uma nova diretriz lançada em 2025 estabelece que todos os pacientes adultos com sobrepeso ou obesidade devem ter sua condição cardiovascular avaliada e categorizada. O documento, intitulado Diretriz Brasileira Baseada em Evidências para o Manejo da Obesidade e Prevenção de Doenças Cardiovasculares, foi elaborado por entidades médicas como Abeso, SBD, SBC, SBEM e ABS.

Escore Prevent orienta avaliações

O protocolo recomenda que pacientes adultos entre 30 e 79 anos, sem histórico prévio de doenças cardiovasculares, sejam avaliados pelo escore Prevent. Essa ferramenta calcula o risco de infarto, AVC ou insuficiência cardíaca em até dez anos.

Classificação do risco cardiovascular

Segundo a diretriz, os profissionais de saúde devem categorizar os pacientes em três grupos principais:

  • Risco baixo:
    • IMC < 40, idade < 30 anos, sem fatores de risco.
    • Pacientes ≥ 30 anos com risco < 5% no Prevent em 10 anos.
  • Risco moderado:
    • IMC < 40, sem eventos cardiovasculares prévios, mas com um ou mais fatores de risco.
    • Risco entre 5% e < 20% no Prevent em 10 anos.
  • Risco alto:
    • Pacientes com histórico de infarto, AVC, doença arterial periférica ou revascularização.
    • Risco ≥ 20% no Prevent em 10 anos.
    • Diabetes tipo 2 há mais de dez anos, doença renal crônica 3b ou escore de cálcio coronário elevado.

Há ainda uma categoria específica de alto risco para insuficiência cardíaca, que inclui pessoas com IMC > 40, diabetes associado à hipertensão, apneia obstrutiva do sono grave, fibrilação atrial, insuficiência cardíaca estabelecida ou risco ≥ 20% para insuficiência cardíaca pelo escore Prevent.

Canetas emagrecedoras no tratamento

O documento dedica espaço especial aos agonistas de GLP-1, como liraglutida e semaglutida, conhecidos como “canetas emagrecedoras”.

  • A liraglutida é recomendada para pacientes adultos com sobrepeso ou obesidade e risco cardiovascular moderado ou alto, com o objetivo de perda de peso e redução do risco cardiovascular.
  • A semaglutida é indicada para pessoas com IMC ≥ 27, sem diabetes, mas com doença cardiovascular estabelecida, visando diminuir mortes relacionadas a doenças cardíacas, infarto e AVC.

Outras recomendações clínicas

A diretriz também indica a perda de peso como estratégia terapêutica para:

  • Pacientes com obesidade e apneia obstrutiva do sono moderada a grave, com objetivo de remissão ou melhora da condição.
  • Pacientes com obesidade e insuficiência cardíaca estabelecida, para melhorar qualidade de vida, função cardíaca e capacidade física.

Fonte: diariodosudoeste.com.br


Deixe um comentário

Noticias relacionadas

Síganos

Últimas noticias

Un paseo por la frontera

Turismo

Intercambio de Fronteras

Dólar (USD) Carregando...
Peso Argentino Carregando...
Guarani (PYG) Carregando...
Atualização --