Exame de sangue pode facilitar diagnóstico do Alzheimer no Brasil

Exame de sangue pode facilitar diagnóstico do Alzheimer no Brasil

WhatsApp
Telegram
Facebook
Email
LinkedIn

Pesquisadores brasileiros, apoiados pelo Instituto Serrapilheira, confirmaram o potencial de um exame de sangue com alta precisão para detectar Alzheimer, mostrando desempenho superior do biomarcador p-tau217 para distinguir pacientes saudáveis de portadores da doença.

O grupo liderado por Eduardo Zimmer (UFRGS) revisou mais de 110 estudos envolvendo 30 mil pessoas, validando que o exame de sangue, especialmente o p-tau217, pode servir de alternativa menos invasiva e muito mais acessível que os exames de líquor ou imagem, hoje usuais e caros – especialmente pensando em larga escala pelo SUS.

Resultado com alta confiabilidade e impacto na rede pública

Os testes realizados apresentaram taxa de acerto acima de 90%, alinhada ao padrão exigido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Estudos em populações distintas do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro confirmaram a eficácia independente da genética ou perfil sociocultural.

A pesquisa reforça, ainda, que o diagnóstico precoce é fundamental: cerca de 1,8 milhão de brasileiros vivem com Alzheimer, segundo estimativas de 2024, número que pode triplicar até 2050.

Baixa escolaridade agrava risco e aceleramento do Alzheimer

O estudo destacou que baixa escolaridade é um dos principais fatores de risco para declínio cognitivo associado ao Alzheimer. Pesquisadores concluíram que o cérebro estimulado por educação formal desenvolve mais conexões e maior resistência à doença.

Próximos passos: da pesquisa ao SUS e acesso gratuito

O exame já está disponível em laboratórios privados do Brasil e exterior, mas custa cerca de R$ 3,6 mil, tornando urgente o desenvolvimento de alternativa nacional acessível e gratuita pelo SUS.
O pesquisador Zimmer pondera que são necessários estudos adicionais para avaliar logística, desempenho e estratégia de implementação no sistema público – resultados definitivos devem sair em até dois anos.

A ideia é começar testes em pessoas acima de 55 anos, buscando mapear a prevalência e a fase pré-clínica do Alzheimer.

Reconhecimento internacional

O estudo foi publicado na revista Molecular Psychiatry e reforçado em revisão de setembro no Lancet Neurology, evidenciando o protagonismo da ciência nacional.

Fonte: diariodosudoeste.com.br


Deixe um comentário

Noticias relacionadas

Síganos

Últimas noticias

Un paseo por la frontera

Turismo

Intercambio de Fronteras

Dólar (USD) Carregando...
Peso Argentino Carregando...
Guarani (PYG) Carregando...
Atualização --