SNIC: Vendas de cimento crescem 1,1% em agosto e já indicam arrefecimento

SNIC: Vendas de cimento crescem 1,1% em agosto e já indicam arrefecimento

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As vendas de cimento cresceram 1,1% em agosto de 2021 em relação ao mesmo período do ano passado, para 5,9 milhões de toneladas. Por dia útil, o volume registra queda de 1% na comparação com agosto de 2020, mas alta de 1,5% em relação a julho, para 244,3 mil toneladas, segundo dados divulgados pelo Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC). Paulo Camillo Penna, presidente da entidade, diz que o aumento das vendas de imóveis residenciais em elevado patamar vem contribuindo para o bom desempenho do setor de cimento, mas impõe cautela para o futuro.

“A autoconstrução, que já perde fôlego com o crescente endividamento das famílias, continua tendo um papel importante na comercialização da commodity. A preocupação central da indústria do cimento é com o significativo aumento do custo de produção, aliado à inflação que corrói a renda do consumidor”, comenta.

O coque, maior custo da indústria, que em 2020 aumentou 125%, já registra um acréscimo de 72% em 2021, segundo Penna. Outros insumos como energia elétrica, frete, sacaria, gesso e refratários também registram forte incremento de preços, segundo ele.

No acumulado do ano (janeiro a agosto) foram vendidas 43,4 milhões de toneladas, aumento de 11,4% comparado ao mesmo período do ano passado. Segundo o sindicato, o desempenho da indústria até agosto, no entanto, registra uma perda de 2 pontos porcentuais em relação ao acumulado até julho, reduzindo ganhos de 13,4% para 11,4%, o que indica arrefecimento.

“Conforme demonstram os principais indicadores, as vendas de materiais de construção, particularmente do cimento, começaram a perder fôlego em virtude da menor renda da população, crescente endividamento das famílias, alto nível de desemprego, diminuição do auxílio emergencial e elevação das taxas de juros e inflação”, informa o sindicato.

Do lado positivo, a continuidade das obras e das vendas imobiliárias continuam sendo as principais razões e vetores de consumo do produto. Outro fator percebido foi uma leve melhora na demanda do insumo pelas obras de infraestrutura.


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