São Paulo atinge recorde de 2,6 milhões de famílias endividadas, diz FecomercioSP

São Paulo atinge recorde de 2,6 milhões de famílias endividadas, diz FecomercioSP

WhatsApp
Telegram
Facebook
Email
LinkedIn
O aumento da inflação, puxado principalmente pela alta nos preços dos alimentos, da energia elétrica, do gás e dos combustíveis, tem levado as famílias da cidade de São Paulo a se endividarem cada vez mais. Em julho, o porcentual com algum tipo de dívida alcançou a marca de 66,1% ante 64,6% em junho, atingindo novo recorde histórico de 2,63 milhões de famílias endividadas, mostram os dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

De acordo com a pesquisa, em apenas um mês, mais de 60 mil lares entraram para a estatística. Com o poder de compra reduzido em decorrência da inflação, as famílias têm buscado o cartão de crédito – sobretudo o parcelamento -, como válvula de escape para a manutenção do consumo, levando a modalidade também a ser recordista no mês, com 80,9% entre os endividados.

Apesar do cenário, os dados apontam para uma leve queda da inadimplência, de 19,5% em junho para 19,1% em julho. Mesmo com a queda mensal, o nível ainda está historicamente alto.

O recorte de faixa de renda demonstra que o avanço dos endividamentos, mensal e anual, tem atingido tanto as famílias que ganham até dez salários mínimos quanto as que recebem mais. No entanto, os porcentuais de endividamento e de inadimplência são maiores entre o primeiro grupo, já que as famílias com renda mais baixa também estão menos propensas a consumir.

Enquanto as famílias mais bem remuneradas elevaram a intenção de consumo em 1,5%, atingindo 88,3 pontos, o índice para as com menor poder aquisitivo caiu 1,2%, retornando para 60,4 pontos.

A insatisfação com as condições econômicas está principalmente ligada à insegurança com relação ao emprego. No estudo, o item Emprego Atual apresentou queda de 3,4%, a sexta seguida, atingindo os 76,7 pontos.

Já o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) confirma que a inflação está sendo o maior obstáculo para as famílias, seja para manutenção do consumo, seja para aumentar a confiança: o índice cresceu 3,4% em julho, atingindo 111 pontos. Porém, o resultado foi puxado pela melhora das expectativas, e não pelas condições atuais.


Deixe um comentário

Noticias relacionadas

Síganos

Últimas noticias

Un paseo por la frontera

Turismo

Intercambio de Fronteras

Dólar (USD) Carregando...
Peso Argentino Carregando...
Guarani (PYG) Carregando...
Atualização --