A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu 20 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas em cidades do Oeste e do Sudoeste paranaense. A operação foi realizada nas primeiras horas desta terça-feira, 30 de junho, com apoio da Polícia Militar do Paraná.
Ao todo, mais de 100 policiais participaram das diligências. As equipes cumpriram 20 mandados de prisão e nove mandados de busca e apreensão.
A ação também contou com o apoio de cães de faro das duas instituições. Entre os crimes investigados estão tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa.
Mandados foram cumpridos em oito cidades
As ordens judiciais foram cumpridas em Salto do Lontra, Nova Prata do Iguaçu, Dois Vizinhos e Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná. No Oeste, os mandados foram executados em Boa Vista da Aparecida, Cascavel e Medianeira.
Além disso, a operação teve um alvo no estado do Mato Grosso. Durante as buscas, os policiais apreenderam mais de R$ 3 mil em espécie, 12 celulares, 1,6 quilo de cocaína, uma porção de maconha e 200 gramas de crack.
Quatro pessoas também foram autuadas em flagrante pelo crime de tráfico de drogas. Os presos foram encaminhados ao sistema penitenciário.
Investigação começou após operação em 2025
A operação é resultado de investigações realizadas após outra ação policial ocorrida em 17 de janeiro de 2025 em cidades da região. Na ocasião, a Polícia Civil prendeu 33 pessoas e apreendeu drogas, armas e outros elementos.
Esses materiais contribuíram para o aprofundamento das apurações sobre a atuação da organização criminosa. A partir disso, a PCPR identificou uma rede com atuação dinâmica e pulverizada.
Segundo a investigação, os suspeitos utilizavam ferramentas digitais para viabilizar as atividades ligadas ao tráfico. Entre os meios usados estavam aplicativos de mensagens, redes sociais e transações via Pix.
Grupo usava aplicativos e Pix
De acordo com o delegado da PCPR Murilo Martinez e Silva, o grupo mantinha intensa comunicação virtual. A coordenação dos pontos de distribuição, o controle das entregas e o contato com usuários eram centralizados em plataformas digitais.
“O grupo operava com intensa comunicação virtual. A coordenação dos pontos de distribuição, o controle das entregas e o contato com os usuários eram centralizados por meio de aplicativos de mensagens e redes sociais, garantindo agilidade no fluxo ilícito”, explicou.
As investigações financeiras também apontaram um alto número de transações repetitivas e com valores padronizados. Conforme a Polícia Civil, os valores correspondiam ao preço da venda de porções de drogas.
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Transações indicavam venda de drogas
Para o delegado, a movimentação financeira reforça a estrutura organizada do grupo. As transações sucessivas e em curtos intervalos indicavam uma rede preparada para abastecer pontos de venda e atender usuários.
“A existência de transações sucessivas e em curtos espaços de tempo demonstra a existência de uma empresa criminosa preparada para abastecer os pontos de venda de drogas e atender a alta demanda de usuários”, complementou Murilo Martinez e Silva.
A operação desta terça-feira teve como objetivo desarticular a atuação do grupo e obter novos elementos para subsidiar a continuidade das investigações.
PM destaca ação integrada
O comandante da 2ª Companhia da PMPR de Dois Vizinhos, capitão Bruno Bueno, destacou o resultado da operação e a integração entre as forças de segurança.
“Com a conclusão dos trabalhos tivemos esse resultado expressivo e o forte golpe no tráfico de drogas em nossa região, o que ocorreu porque nós tivemos uma ação integrada das duas forças de segurança”, afirmou.
Os materiais apreendidos serão analisados pela Polícia Civil. A investigação continua para identificar outros possíveis envolvidos e detalhar a atuação da organização criminosa na região.
Fonte: diariodosudoeste.com.br












