João Roma diz que Auxílio Brasil é evolução no conceito de transferir renda

João Roma diz que Auxílio Brasil é evolução no conceito de transferir renda

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Três dias depois de o governo anunciar o novo Bolsa Família, batizado de Auxílio Brasil, o ministro da Cidadania, João Roma, fez um pronunciamento na noite desta quinta-feira, 12, em rede nacional, para destacar que o novo programa social “representa evolução no conceito de transferência de renda e de assistência às famílias em condições de vulnerabilidade”. Roma afirmou que, com a medida, o governo federal integra várias políticas públicas de assistência social, saúde, educação e emprego. “Ao mesmo tempo em que garante uma renda básica às pessoas que estão na faixa de pobreza e de extrema pobreza, oferece ferramentas para emancipação socioeconômica”, disse o ministro.

O Auxílio Brasil é composto por três modalidades principais no benefício básico – para primeira infância, composição familiar e superação da extrema pobreza – e seis auxílios acessórios, que podem se somar ao benefício básico. O valor do benefício, que deve começar a ser pago em novembro, ainda não foi definido pelo governo, mas o presidente Jair Bolsonaro prometeu um aumento de, no mínimo, 50% do valor médio do Bolsa Família, que atualmente é de R$ 189,00.

“Em busca do acesso à cidadania, com liberdade de escolha, o Auxílio Brasil vai oferecer trilhas para as pessoas se emanciparem”, disse Roma no pronunciamento. Ele destacou que as famílias que vivem no campo serão estimuladas a produzir alimentos, com garantia de compra pelo poder público e de distribuição para chegar à mesa dos que mais precisam. Lembrou ainda que o programa dará acesso às famílias das áreas urbanas a microcrédito e educação financeira para empreender.

A despeito dos atrasos no início da vacinação da população brasileira contra a covid-19, o ministro disse que o governo federal “vem dando mostras de agilidade e de eficiência no combate à maior crise sanitária, social e econômica que o mundo já enfrentou”, numa referência à criação do auxílio emergencial em abril do ano passado. “Em tempo recorde, o governo federal ergueu uma operação gigantesca de cadastramento, inclusão digital e pagamento do benefício para milhões de brasileiros, muitas vezes impossibilitados de garantir o sustento de suas famílias. Mais da metade da população foi assistida. Instituições internacionais, como as Nações Unidas e o Banco Mundial elogiaram o Brasil por ter, de forma inovadora e eficaz, combatido o crescimento da pobreza.”

Segundo Roma, o Auxílio Brasil chegará em novembro para milhões de famílias brasileiras, “sem abrir mão da responsabilidade fiscal”. Para criar o programa, no entanto, o governo enviou ao Congresso uma proposta de Emenda à Constituição (PEC) que parcela o pagamento de dívidas judiciais do governo com empresas, servidores e beneficiários da Previdência, abrindo espaço no orçamento de 2022 para o Auxílio Brasil em ano eleitoral. A PEC vai diluir o desembolso dos “superprecatórios”, acima dos R$ 66 milhões, ao longo de dez anos. Valores até R$ 66 mil ficarão livres do parcelamento.

Para Roma, o Auxílio Brasil é uma conquista da sociedade que “amplia a abrangência do sistema único de assistência social, dá transparência à cesta de benefícios e confere instrumentos para o cidadão melhorar de vida”. Segundo ele, “a economia e a área social são duas faces da mesma moeda”.


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