Diniz reclama do campo ruim, mas reconhece atuação frustrante do Santos

Diniz reclama do campo ruim, mas reconhece atuação frustrante do Santos

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O técnico Fernando Diniz não escondeu sua frustração com a apresentação do Santos na derrota por 2 a 0 para o Juazeirense, na volta das oitavas de final da Copa do Brasil, nesta quinta-feira à noite, em Juazeiro, na Bahia. O treinador esperava uma atuação melhor e, apesar de reclamar do estado do gramado no estádio Adauto Moraes, admitiu que sua equipe rendeu abaixo do esperado, mesmo avançando com 4 a 2 na soma dos resultados.

“O time de fato jogou mal o primeiro tempo, abaixo obviamente do que esperávamos. Mas não é determinante, não vou avaliar jogador algum por 45 minutos”, enfatizou. “Não dá para falar que faltou vontade, mas alguma coisa faltou. Os que jogaram tiveram oportunidade pelo tanto que trabalham e trabalham bem. Será um aprendizado e confio que jogarão bem melhor que no primeiro tempo nas próximas oportunidades”, seguiu. “Estavam treinando bem e tinham condição de jogar melhor.”

Apesar de reprovar uma etapa na qual levou dois gols num intervalo de apenas quatro minutos e não ameaçou na frente, Diniz saiu em defesa de seus comandados. E não deixou de salientar o gramado bem ruim para a prática do futebol em Juazeiro, na Bahia.

“Campo muito ruim, sem a mínima condição, que dificulta para sair jogando. E muito vento, mas não é desculpa para os gols que sofremos”, avaliou. “E é difícil falar como o time entrou. Não entrou bem, não sei se foi dispersão ou concentração, mas sofremos muito mais do que deveríamos. No segundo tempo fomos mais equilibrados.”

Poupando os titulares após 4 a 0 na Vila Belmiro já pensando no clássico com o Corinthians, domingo, Diniz improvisou o volante Vinicius Balieiro na defesa e acabou sendo questionado se os dois gols de cabeça não saíram por causa da escalação. Ele bateu o pé e negou ser culpa do jovem.

“Depois que as coisas acontecem é fácil, mas Balieiro tem treinado muito bem. Lateral, volante que é a posição original e zagueiro. Uma bola cruzada em contra-ataque no primeiro gol e, no segundo, um cabeceio depois que metade do time saiu, outros ficaram e deram condição. Não teve a ver com Balieiro”, garantiu.


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