Crespo constesta arbitragem e vê São Paulo ‘perfeito’ antes de expulsão

Crespo constesta arbitragem e vê São Paulo ‘perfeito’ antes de expulsão

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Depois de Daniel Alves, Bruno Alves e o presidente Julio Casares, foi a vez do técnico Hernán Crespo reclamar da atuação do árbitro Dyorgines Jose Padavani de Andrade no empate do São Paulo por 1 a 1 com a Chapecoense. O treinador foi além do que disseram os atletas e Casares, disse que o juiz é inexperiente e pediu respeito com o clube. As contestações se referem à expulsão de Rodrigo Nestor.

Na jogada, o jovem meio-campista dividiu com Léo Gomes e acertou o pé na cabeça do jogador da Chapecoense. Ele levou cartão amarelo inicialmente, mas, depois da revisão no monitor, o juiz mudou de ideia e apresentou o vermelho. Com um a menos, o São Paulo se retraiu, o time catarinense cresceu no jogo e conseguiu o empate no segundo tempo.

“Acho que em todas as profissões existem as categorias: atletas, treinadores e árbitros. Mas acredito que não posso vir ao São Paulo fazer experiência. Eu percorri um longo caminho para chegar aqui. Eu desejo respeito de quem venha ao Morumbi”, enfatizou Crespo, colocando a mão no símbolo do São Paulo.

“Desejo que as pessoas tenham experiência para estar aqui. Acredito que nessa noite não aconteceu”, completou o treinador argentino, indignado. Ele não costuma falar sobre arbitragem em suas entrevistas. Postura semelhante tem Casares. O presidente, no entanto, também decidiu mostrar seu descontentamento com o árbitro pelo vermelho apresentado a Rodrigo Nestor.

“Eu não sou de falar de arbitragem, mas hoje não poderia ser diferente. O VAR agiu muito mal”, disse o mandatário são-paulino em vídeo publicado nas redes sociais. “O amarelo já estava de bom tamanho. Tirar um jogador no primeiro tempo é desequilibrar tecnicamente a partida, e é o que aconteceu hoje”.

Sobre o jogo, Crespo preferiu valorizar o empenho de sua equipe, que segue sem vencer no Brasileirão. Ele afirmou que, se não fosse a inferioridade numérica provocada por o que considera um erro do árbitro, esperava um goleada no Morumbi. Com 11 contra 11, o seu time vencia por 1 a 0 e atacava muito, até porque o comandante havia escalado uma equipe cheia de atacantes.

“A ideia era uma escalação que, até a expulsão, foi perfeita. Chegamos em um terreno hipotético, a diferença técnica e de estratégia era para ter uma diferença de dois a três gols de diferença de um time para outro e não aconteceu por conta da expulsão, que a expulsão condicionou tudo”, analisou.

O técnico também agradeceu pela faixa que a torcida organizada estendeu no Morumbi em homenagem ao treinador com a frase “onde a perna não chegar o coração vai alcançar”, cunhada pelo argentino.

“Obrigado à torcida que teve esse gesto que usa uma frase minha, é uma honra. Acredito que essa frase tem mais força quando o time demonstra tudo isso. O time mostrou isso nesses quatro meses, então essa frase tem ainda mais força”, comentou.

Na próxima rodada, o São Paulo tem um clássico pela frente para se reabilitar no torneio. A equipe de Crespo enfrenta o Santos, domingo, às 18h15, na Vila Belmiro. O jogo é válido pela quinta rodada.


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