Comitiva de Sulina conhece cooperativas de tratamento de água em Palmitos

Comitiva de Sulina conhece cooperativas de tratamento de água em Palmitos

WhatsApp
Telegram
Facebook
Email
LinkedIn

* Com assessoria

Buscando conhecer a realidade das cooperativas de tratamento de água em Palmitos (SC), uma comitiva de Sulina esteve no município nos últimos dias para visitar essas estruturas, as quais foram fundadas para suprir a deficiência de água para o consumo humano, bem como na produção agrícola em granjas de criação de suínos e aves.

Isso porque Palmitos é referência em toda a região na implantação de sistemas de captação, tratamento e distribuição de água para as comunidades.

A primeira cooperativa do município foi fundada em 2003, sendo que atualmente Palmitos conta com três cooperativas e quatro associações em funcionamento com essa finalidade. “Elas cobrem cerca de 90% do território do município catarinense, sendo que 75% de toda a água tratada pelas cooperativas e associações são destinados ao consumo da produção animal”, informa o secretário de Administração e Finanças, Gelso Chioquetta, que participou da comitiva.

Ela explica que o custo da implantação é bancado pela participação financeira dos sócios; emendas parlamentares, destinadas às cooperativas ou associações; e pelo poder Público. Existe ainda, em Palmitos, outras 14 pequenas estações de tratamento de água, instaladas em propriedades particulares para produção de suínos e aves. “Por isso, Palmitos foi escolhido para a visita técnica, coleta de dados e informações para possível implantação desse sistema nas comunidades e arredores de Linha Sede Ouro e Linha Queixo D’anta em nosso Município, que têm enfrentado sérias dificuldades no abastecimento de água para consumo humano”, justifica Chioquetta.

Visita

Além do secretário de Administração e Finanças, a comitiva foi composta pelo prefeito Paulo Horn; vice Ari Pedro Lorini; vereadores Waltercir Ernzen, Evandro Alcantara, Jurandir Siqueira e Lindomar Gaspar da Silva; e o munícipe Paulo Ernzen, que esteve a princípio na Câmara de Vereadores e na Prefeitura de Palmitos, os quais se colocaram à disposição de Sulina para colaborar com a implantação também do sistema.

Na ocasião, o prefeito Paulo Horn agradeceu a receptividade do Legislativo e do Executivo do município catarinense. Também destacou a importância dessa visita, que buscou conhecimento “na questão hídrica, para podermos aplicar em nosso Município [dentro das possibilidades financeiras], objetivando a futura solução da deficiência de água nas comunidades de Sede Ouro e Queixo D’anta e seus arredores”.

Após isso, o químico e responsável técnico de todas as estações de tratamento de água, Walmor Ertel — funcionário cedido pela Prefeitura de Palmitos às cooperativas e associações daquele município —, acompanhou a comitiva nas visitas técnicas em duas estações de captação, tratamento e distribuição de água.

A primeira foi a Cooperativa de Captação e distribuição Vale do Rio Uruguai (CoperUruguai), fundada em 2009, com capacidade de tratar 30 metros cúbicos de água por hora. Presidida por Albino Costa, ela possui 146 sócios e 88 km de rede de distribuição de água, sendo que o custo de implantação foi de R$ 730 mil.

A segunda estação visitada foi a Cooperativa de Captação e Distribuição de Água da Região Leste (CooperLeste), fundada em 2013, com capacidade de tratar 100 metros cúbicos de água por hora. Ela possui 359 sócios e 277 km de rede de distribuição de água, sendo que o custo de sua implantação foi de R$ 6 milhões. O químico explicou como estas cooperativas foram fundadas; como são mantidas pelos próprios usuários; e como se dá a captação, o tratamento, o armazenamento e a distribuição da água.

Também como é feita captação de recursos entre os sócios para a implantação de uma cooperativa; o valor pago mensalmente por cada sócio; a manutenção da estação de tratamento e da rede de distribuição; a leitura mensal para apurar o consumo individual dos sócios; entre outros pontos para o funcionamento.

Custo

Conforme Chioquetta e o prefeito Paulo Horn, o custo estimado para a implantação de um sistema para a captação, tratamento e distribuição de água de 120 mil litros de água por dia em Sulina é de, aproximadamente, R$ 230 mil. Eles afirmam que agora serão licitados os projetos para realizar os estudos de viabilidade, verificando de forma concreta os custos. “Após a confecção dos projetos técnicos necessários, o Município de Sulina não medirá esforços para buscar esse valor junto aos órgãos competentes e, com as comunidades envolvidas, para dentro das possibilidades poder solucionar a falta de água tratada para a população, que também terá participação muito importante na implantação do projeto”, finalizam.


Deixe um comentário

Noticias relacionadas

Síganos

Últimas noticias

Un paseo por la frontera

Turismo

Intercambio de Fronteras

Dólar (USD) Carregando...
Peso Argentino Carregando...
Guarani (PYG) Carregando...
Atualização --