Da necessidade de “Estar de Volta II – Resolução Sesa 735/21”

Da necessidade de “Estar de Volta II – Resolução Sesa 735/21”

WhatsApp
Telegram
Facebook
Email
LinkedIn

Dirceu Antonio Ruaro

Prezados leitores, no texto da semana passada, abordei a necessidade de “estar de volta” referindo-me às aulas presenciais de crianças e adolescentes.

Com respeito à divisão geográfica do local em que falamos, o Sudoeste do Paraná, e o Estado do Paraná, algumas situações já estão dando conta do retorno, como por exemplo, as escolas de educação básica, da rede privada.

As redes públicas iniciaram o retorno e estão, gradualmente, atingindo índices de retomada bastante interessantes, apesar de muitos pais, adolescentes e jovens, continuarem com incertezas, dúvidas e receios.

É compreensível que esses receios ainda ocorram uma vez que não se pode assegurar nada em definitivo para ninguém.

As autoridades sanitárias paranaenses, por meio da Resolução Sesa Nº 735/2021 que dispõe sobre as medidas de prevenção, monitoramento e controle da covid-19 nas instituições de ensino públicas e privadas do Estado do Paraná e revoga a Resolução Sesa nº 098/2021, dizem que o retorno às aulas presenciais deve ser uma prioridade para o ensino paranaense.

Para nossa análise, tomo a liberdade de transcrever os artigos mais específicos da Resolução, com referência ao ensino.

O Art. 2º determina que “As atividades de ensino devem ser disponibilizadas prioritariamente na modalidade presencial sem prejuízo da modalidade on-line (remota), conforme opção dos pais ou responsáveis pelo aluno, ou em casos de comorbidades a critério médico”.

Esse comportamento já era tomado pela rede particular de ensino, muitas escolas de educação básica da rede privada no Estado do Paraná, já vinham oferecendo o ensino presencial de acordo com as recomendações contidas na Resolução SESA 098/2021, que instituiu normas e protocolos específicos para as instituições de ensino, possibilitando o retorno presencial mantendo-se o distanciamento de 1.5 metros de cada carteira, na sala de aula. O que muda é que nesse momento, as redes públicas de ensino têm uma recomendação oficial, pois “as atividades de ensino devem ser disponibilizadas ‘p r i o r i t a r i a m e n t e’  na modalidade presencial. Isso muda o contexto, pois a resolução não diz que as aulas “on line” ou remotas não devam ser ofertadas, mas que as presenciais são prioritárias.

A Resolução recomenda que “as políticas escolares devem ser orientadas para apoiar a saúde geral e o bem-estar de todas as crianças, adolescentes, suas famílias e suas comunidades, e também devem procurar criar ambientes de trabalho seguros para trabalhadores da educação”. Na prática era isso que já vinha acontecendo com as aulas ofertadas na rede privada e também na rede pública quando iniciou o processo híbrido de retorno às aulas presenciais.

A Resolução 735/21 no § 2.º do artigo 2º, que “O retorno seguro ao ensino presencial é uma prioridade, sendo que a transição da educação on- line (remota) ou híbrida para a modalidade presencial deve ser feita com atenção especial dos pais, dos professores e da escola para adaptação dos alunos e funcionários que possam ter dificuldade com os aspectos sociais e emocionais, como ansiedade e depressão, na transição de volta para o ambiente escolar, especialmente devido à falta de familiaridade com a mudança do ambiente e da experiência escolar, de modo que possa garantir a integridade física, mental e sensorial dos alunos e trabalhadores da educação.

Reforça aqui o que já vinha sendo discutido por especialistas e educadores de modo geral, sobre a necessidade de realizar não apenas um diagnóstico da aprendizagem dos alunos na pandemia, mas também, perceber os diferentes contextos vividos pelos alunos, professores e funcionários da educação, nesse período em que houveram muitas e tão sérias perdas por parte de tantos.

Nessa direção, a mesma Resolução no  §3° do artigo 2º, diz que “A Instituição de Ensino deve organizar seu planejamento de forma a possibilitar o atendimento aos alunos de maneira presencial ou, quando necessário, de maneira híbrida com revezamentos entre as modalidades presencial e on-line (remota), conforme periodicidade que melhor atenda às necessidades de cada instituição.

Aqui também, a Resolução respeita os contextos locais e reforça que, se houver necessidade, o ensino remoto pode ser mantido para aqueles que, de fato, necessitarem.

Já o artigo 3º determina que “As medidas presentes nesta Resolução devem ser implementadas por todas as Instituições de Ensino, público ou privadas, do Estado do Paraná”, ou seja, aplica-se essa determinação a todas as instituições de todos os níveis de ensino: educação básica e ensino superior.

Chama atenção, também, o artigo 41, dizendo que “Devem ser adotadas e mantidas estratégias para o controle de lotação, organização do fluxo de entrada e saída, restrição de acesso e afastamento mínimo de 1 metro entre as pessoas, de forma a garantir o distanciamento físico necessário”, ou seja aqui reside uma grande mudança em relação à Res. Sesa 98/2021, qual seja, o distanciamento passa a ser de UM METRO entre as pessoas.

Em resumo, de certa forma, a Secretaria de Estado da Saúde, “libera as aulas presenciais desde que as instituições de ensino se reorganizem e cumpram o determinado na nova Resolução, que apresenta, inclusive, novas normas para a elaboração dos protocolos de biossegurança, respeitando, uma vez mais, o contexto local.

Por outro lado, é interessante registrar que a Sesa diz que “a adoção e o cumprimento das medidas de prevenção e controle para covid-19 são de
responsabilidade das Instituições de Ensino, alunos, pais, colaboradores e todos aqueles que frequentarem estes locais” ou seja, toda a comunidade escolar é responsável pela segurança de todos.

Importante entender, também, que a Sesa valoriza as aulas extracurriculares, as atividades esportivas, os intervalos escolares. Enfim, questões que vínhamos “estranhando” que não fossem tomadas pelas autoridades competentes. Resta agora, o esforço geral, a tomada de responsabilidade pela comunidade escolar para zelar para a manutenção das aulas presenciais e da saúde de todos, pense nisso, enquanto lhe desejo boa semana.

Doutor em Educação pela UNICAMP, psicopedagogo clínico-institucional e assessor pedagógico da Faculdade Mater Dei


Deixe um comentário

Noticias relacionadas

Síganos

Últimas noticias

Un paseo por la frontera

Turismo

Intercambio de Fronteras

Dólar (USD) Carregando...
Peso Argentino Carregando...
Guarani (PYG) Carregando...
Atualização --