Secretaria capacita professores no uso de Braille para inclusão de alunos com deficiência visual

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Redação com Assessoria

Na terça-feira (3), chegou a metade o curso de Introdução ao Braille, promovido pela Secretaria de Educação de Pato Branco, aos professores da Rede Municipal de Ensino, para garantir a plena inclusão de estudantes cegos ou com baixa visão da rede.

Além do curso, em parceria com a Acesso Inclusão, no primeiro semestre, foi oferecido oficina de Libras, a fim de que os educadores que atendem estudantes nestas condições possam pensar novas formas pedagógicas de preparar e abordar os conteúdos.

Professor da Rede Municipal, o vereador Rafael Celestrin, que vem ministrando o curso, é o único professor cego da rede.

“Nós precisamos de mais professores capacitados nesta área, pois as crianças com deficiência não vão deixar de existir. Então, através deste pensamento, temos que ter o maior número de professores capacitados”, apontou Rafael, acrescentando que a inclusão destes estudantes a partir de professores capacitados é capaz de romper barreiras de preconceitos e diminuir as dificuldades que podem surgir na vida da criança com deficiência visual.

Capacitação

O curso de 40 horas foi iniciado em abril, com aulas de uma hora semanal.  Por meio dele, os professores, dez no total, aprendem o alfabeto em braile, a ler e escrever na reglete e máquina braile, além de conhecer toda a codificação do alfabeto, numerais, o uso do sorobã para cálculos matemáticos e os princípios da orientação e mobilidade com uso de bengala.

Hoje a rede Municipal de Ensino possui dois alunos totalmente cegos e cinco com baixa visão.

A professora Claudia Luciane Pereira, de 45 anos, trabalha com um desses alunos, que tem 6 anos, e é cego. Em 2015, ela, que é graduada em pedagogia, fez pós-graduação em Educação Especial. A prática, no entanto, só surgiu este ano, 2021, na Escola Municipal Vila Verde.

“Eu fui a primeira que disse que sim”, brinca Claudia, sobre quando soube do curso e a possibilidade de iniciá-lo. “Primeiro por sempre ser curiosa e segundo pela oportunidade gratuita.”

Segundo ela, no início do ano teve muita dificuldade, pois como tem trabalhado com a alfabetização do aluno, ainda usa material adaptado, enviado para a família que optou deixar o aluno em ensino remoto.

O objetivo dela, com o curso, é que o braille, que está começando a ser inserido no estudo do aluno por meio do professor Rafael, possa também ser trabalhado por ela.

“Eu ainda não sei ler, mas escrever estou quase dominando. E isso tem sido muito bom para mim porque fará com que eu tenha melhor desempenho nas atividades que farei. Se eu fosse dar uma nota de zero a dez, daria mil para esta capacitação.”

De acordo com a secretária de Educação e Cultura, Simone Painim, o objetivo é que estes aparelhos sejam adquiridos pelo município para ampliar as possibilidades dos estudantes com deficiência visual.

No início do segundo semestre, o município recebeu o material didático do Sistema de Ensino Aprende Brasil, que possui livros em versões ampliadas para alunos com baixa visão e em braille para alunos cegos.

“Para que tenhamos uma educação de qualidade é necessário que o professor esteja preparado. Diante disso, a formação continuada faz com que a inclusão seja eficiente nos diversos contextos”, destacou Simone.


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